<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156</id><updated>2012-02-04T10:48:11.508-02:00</updated><category term='Homenagem'/><category term='vídeo'/><category term='Solene'/><title type='text'>Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes</title><subtitle type='html'>Estudo da história local, proteção do patrimônio histórico, artístico, paisagístico, geográfico e cultural da região do Rio das Mortes</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-1869075549523726163</id><published>2012-02-03T19:57:00.001-02:00</published><updated>2012-02-04T10:48:11.521-02:00</updated><title type='text'>O IHGT como "espaço" de discussões político-culturais</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Este texto, ainda não terminado, dado oque dele pode ser criticado, nasceu de alguns momentos pelos quais passaram oIHGT e seus membros: o falecimento de duas sócias e algumas provocações saudáveisdurante as reuniões.&amp;nbsp; Tudo isso, aoser mencionado, nos permite refletir a própria posição desta instituição e deseus sócios quanto à participação na política cultural de Tiradentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quando eventualmente falamos sobrepolítica, tendemos ao erro de acreditar que política é algo feito por políticose por seus partidos. A noção devida deste termo, e que agora tento apresentar,remete à relação que temos com os seres e objetos. Assim como Aristótelesjulgou em sua época quando disse “o homem é um animal político” (ao dizer queele estava inserido em uma &lt;i&gt;pólis&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;),é possível compreendê-lo, o homem, como um ser que está inserido em variadosespaços de atuações que o fazem, por conseguinte, estar, também, em constanterelação com outros homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Se tratamos a política por sua condiçãorelacional, que une os seres humanos, podemos pensar tais relações focadas emcontextos específicos. Isso é, em espaços específicos. Apresentados essespontos, podemos observar no IHGT a constituição de um espaço político no qualrefletimos questões voltadas à história, arte, cultura e à preservação. Aimportância de pensar a história dentro de contextos políticos, isto é, pelasrelações que são construídas entre seres humanos, nos faz buscar pelos valores denossas ações (valores esses gravados pela história – já que cada grupo pode teruma versão de um acontecimento histórico). A figura de Tiradentes, por exemplo,vai além de um revoltoso detentor de determinados ideais (que alguns poderiamclassificar como ideais elitistas). Tiradentes passou a ser, em momentosdiferentes e pelas relações diferentes nas quais sua figura é exaltada, pessoaque viria promover ideais nacionalistas, republicanos, libertadores, democratizantes,redemocratizantes, etc. Essas possibilidades de leituras demonstram algumas variaçõesna compreensão do espaço de atuação de grupos e indivíduos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Podemos iniciar essa discussão acerca doespaço questionando isso que comumente chamamos de preservação. Preservamos,por exemplo, memórias; cultura material ou imaterial; preservamos relações, etc.Preservar, contudo, não significa, ou não deve significar, cegueira histórica.Quando, em nossas pesquisas, tratamos da história, a tomamos pela necessidadede elaboração do passado. Elaborar o passado é tratar daquilo que passou e quenos mantém presos às causas unilaterais, como se colocássemos “uma pedra sobreo assunto”. Elaborar o passado é estar em constantereflexão sobre a história sem deixar que ela se fundamente como um passadodistante e contado por um único ponto de vista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mantemos com a história não apenas umarelação estética, contemplativa: julgando-a pelo movimento cultural e artísticoque levou, por exemplo, a construção de monumentos como o Chafariz São José, igrejas,casarões. Também não mantemos apenas o sentido utilitarista para com estasobras. Primeiro, porquê os julgamentos sobre arte e sobre estilos de arte sãomutáveis pela constante dialética de nossos juízos. Segundo, e diante dosavanços tecnológicos, por não pensar essas obras pelo que supre de nossasnecessidades: as mulheres não mais lavam roupas nos chafariz, nem os cavalosbebem de seu tanque, nem necessitamos daquela obra para fornecer água para todaa cidade. Sendo assim, é necessário nos afastar de questões do tipo “para queserve isto?”. Em lugar dessa questão, talvez, devêssemos nos aproximar deoutras como, por exemplo, “qual a relação temos, ou tenho, com certas obras eporquê devemos preservá-la?”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Pessoalmente, acredito ser nesse ponto residea importância desta instituição que hoje, dia 19 de janeiro de 2012, completa35 anos. O Instituo Histórico e Geográfico de Tiradentes, pela atuação de seusmembros, constitui um espaço de discussões específicas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;sobreigrejas, monumentos, casarões... Neste espaço, tratamos das relações entre ossócios e aquilo que está fora do IHGT. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para compreender isso, é necessárioaceitar que os seres humanos constroem, com os objetos e seres, relações passíveisde serem resignificadas, transformadas, valorizadas, transvalorizadas (queseja). Cada um poderá, por si, responder sobre os motivos para preservar.Alguns desses motivos, por serem pessoais, podem ser classificados como mesquinhos:posso querer preservar a matriz porquê lá fui batizado, porquê meus avós foram enterradoslá, meus pais se casaram e etc. Claro, devemos levar em consideração que nãoexiste uma visão unilateral quanto ao motivo. Importam menos as respostas que ofato de termos as respostas. O motivo de termos as respostas é o que será comumpara nós. Ou seja, quando podemos responder, mesmo que intimamente, “por quêpreservar este monumento?”, estamos a dizer que temos certas relações com estaobra (relações estas que poderão ser modificadas). Não será uma única respostaque faz uma obra digna de preservação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Durante certo tempo e em certasconversas, alguns sócios do IHGT demonstraram preocupação sobre estainstituição ser classificada como elitista, como uma casa fechada na qual oslordes ou homens bons são aceitos e podem frequentar. Quanto a isso, devemos compreenderque o IHGT não tem, nem deve ter, posicionamento fechado quanto a nada que estáfora dele. Ou seja, podemos tratar das igrejas e casarões, mas sem desejar quenossos julgamentos sejam os únicos. Legitimamos, por isso, a existência de outrasinstituições presentes aqui, em Tiradentes. Ao fazermos isso, legitimamos nossopróprio espaço de discussões: O IHGT e seus membros são constituídos &lt;b&gt;(I) &lt;/b&gt;pelapolítica cultural - que marca a preocupação desta instituição, &lt;b&gt;(II) &lt;/b&gt;pelasdiscussões sobre a necessidade de preservar, &lt;b&gt;(III) &lt;/b&gt;sobre pesquisas históricas, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A existência de instituições comdiferentes perfis permite que o instituto possa se dedicar ao que lhe é caro. Quantoàs outras instituições, cabem a elas fazer os debates sobre os assuntos quelhes causam preocupações. Quanto aos sócios do IHGT, notamos sua unidade ao observarsuas atuações nas temáticas sobre as quais se debruça esta instituição. Isso permiteconhecer os interesses e atuações de seus membros desde sua fundação, em 1977,diante do movimento histórico. Não podemos ser julgados como homens bons oulordes se nossa preocupação não é política partidária, nem advém da necessidadede conclamarmos grandes levas de turistas - expondo a cidade em uma vitrinemidiática -, buscando lucrar com os “nossos” estabelecimentos e “patrimônios”.Em suma, por termos interesses diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para finalizar, ao IHGT não interessaquantidade de membros, mas a qualidade de seus interesses que, é verdade, sóterá uma coerência interna (já que não é devido obrigar ninguém – o externo – apensar como nós: sobre cultura, arte, história, etc.). Não podemos serclassificados como lordes, pois aceitamos outras instituições com preocupaçõesdiferentes das nossas. Temos uma identidade institucional. Por fim, é orespeito com as preocupações e relações desta instituição, desde o inícioelencadas por seus fundadores (mesmo que em perspectivas diferentes), que constróie mantém a coerência que hoje coroa o seu trigésimo quinto aniversário.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 24px;"&gt;&lt;b&gt;David I. Nascimento - Sócio do IHGT&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 24px;"&gt;(Comunicação apresentada em sessão solene, em 19 de janeiro de 2012)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Cidades estados encontradas na Grécia Antiga. É devido dizer que as relaçõespolíticas neste contexto eram construídas por homens livres (o que excluía mulheres,crianças e escravos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Específicas,aqui, não deve significar unilateral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-1869075549523726163?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/1869075549523726163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=1869075549523726163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1869075549523726163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1869075549523726163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2012/02/o-ihgt-como-espaco-de-discussoes.html' title='O IHGT como &quot;espaço&quot; de discussões político-culturais'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-4508079257810097860</id><published>2012-01-15T00:35:00.003-02:00</published><updated>2012-01-15T00:38:45.902-02:00</updated><title type='text'>Guia da Cidade Tiradentes: Arte e História</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4uTkIFxjgug/TxI6w-FMuaI/AAAAAAAAAFk/I1gMvxj-A14/s1600/ddd.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="395" src="http://1.bp.blogspot.com/-4uTkIFxjgug/TxI6w-FMuaI/AAAAAAAAAFk/I1gMvxj-A14/s400/ddd.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Guia da cidade de Tiradentes*, dado a luz em primeiraedição em 1977, pela Imprensa Oficial de Minas Gerais, chega hoje à terceiraedição revista e aumentada. Esta obra é dedicada aos visitantes e iniciantes nahistória e turismo da cidade de Tiradentes. Nele o leitor encontraráinformações históricas básicas, não só político-administrativa, mas tambémsobre seus monumentos religiosos e civis. Informações complementares foramanexadas, como impressões dos viajantes estrangeiros no século XIX, música,teatro e pequenas notícias biográficas de homens que se destacaram na cultura,música, literatura, ciências e ainda no movimento libertário da InconfidênciaMineira, especialmente Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes, filho maisilustre desta cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;______________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;* O livro Guia da cidade Tiradentes, de autoria do sócio Olinto Rodrigues dos Santos Filho, terá sua 3ª edição lançada em sessão solene no Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes, dia 19 de janeiro de 2012, em comemoração aos 35 anos de fundação do IHGT.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-4508079257810097860?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/4508079257810097860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=4508079257810097860&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/4508079257810097860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/4508079257810097860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2012/01/guia-da-cidade-tiradentes-arte-e.html' title='Guia da Cidade Tiradentes: Arte e História'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4uTkIFxjgug/TxI6w-FMuaI/AAAAAAAAAFk/I1gMvxj-A14/s72-c/ddd.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-8776766816513348370</id><published>2011-12-21T23:56:00.001-02:00</published><updated>2011-12-22T00:02:11.548-02:00</updated><title type='text'>O batizado do Tiradentes e a questão de limites entre as vilas de São João e São José</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Rogério Paiva – Sócio do IHGT&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;(Comunicação em reunião do IHGT do dia 20 de novembro de 2011)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;“&lt;i&gt;Aos doze dias do mês de novembro de mil setecentos e quarenta e seis anos, na Capela de São Sebastião do Rio Abaixo, o Reverendo Padre João Gonçalves Chaves, capelão da dita Capela, batizou e pôs os Santos Óleos a Joaquim, filho legítimo de Domingos da Silva dos Santos e de Antônia da Encarnação Xavier; foi padrinho Sebastião Ferreira Leytão e não teve madrinha; do que fiz este assento. O Coadjutor Jeronymo da Fonseca Alvarez&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nascido na Fazenda do Pombal, termo da vila de São Joseph del-Rey, em 1746 foi batizado a doze de novembro do mesmo ano em capela da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, de São João del-Rey. Estava feita a confusão que atravessaria os séculos. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, era sanjosephense ou sanjoanense? Polêmica estéril e inútil que, certamente, não mudará a história ou a importância do Herói nela, mas que vem propiciando um pitoresco debate, cheio de nuances bairristas, sobre as obscuras fronteiras de São José e São João no século XVIII.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Acusado do crime de lesa-majestade, o Alferes Tiradentes foi preso em 1789 e condenado em  1792. Enforcado, esquartejado e distribuído pelo caminho entre o Rio de Janeiro e Vila Rica, foi declarado infame, infame também a sua descendência até a segunda geração e teve seus bens confiscados. A casa em que morava, em Vila Rica, foi demolida, o terreno esterilizado pelo sal e lá foi levantado o padrão da ignomínia. Proclamada a independência, em 1822, o herói permaneceu esquecido e menosprezado para ser, enfim, resgatado pela propaganda republicana do final do século XIX, como símbolo maior do novo regime, tão sonhado pelos Conjurados de 1789.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Foi na cidade de São José del-Rei, que os propagandistas republicanos encontraram a melhor acolhida e onde buscaram inspiração para a causa, e visitaram-na por diversas vezes em verdadeiras peregrinações cívicas. Em uma dessas ocasiões, em discurso na estação ferroviária, o republicano Antônio da Silva Jardim sugeriu a mudança do nome de São José para Tiradentes. Seria, segundo ele, uma homenagem ao herói e, ao mesmo tempo, a correção de uma injustiça, pois não soava bem o nome de um rei português para a terra natal do Mártir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mudança ocorreria a seis de dezembro de 1889, quando a Lei nº 3 do governo republicano provisório de Minas, chefiado por Cesário Alvim, oficializou a proposta de Silva Jardim. São José del-Rei, tornava-se &lt;i&gt;Tiradentes&lt;/i&gt;. Curiosamente, até início do século XX, alguns documentos da Câmara referiam-se à cidade como &lt;u&gt;São José de Tiradentes&lt;/u&gt;. Um indício, fundamentado em tradição do século XIX, de que o povo nunca teve dúvida quanto à origem do Alferes.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Vila de São José del-Rei foi criada a dezenove de janeiro de 1718, quando D. Pedro de Almeida Portugal, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de Minas e São Paulo, elevou à categoria de Vila o Arraial de Santo Antônio. Com o ato, o Conde atendia &lt;i&gt;aos vários requerimentos dos moradores do lado direito do rio, que alegavam dificuldade em atravessá-lo para resolverem suas questões em São João del-Rei&lt;/i&gt;. O rio, volumoso na época das chuvas, devia ser um empecilho respeitável, causador de incontáveis mortes que lhe valeram o nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;São José del-Rei nasceu sob intensa disputa. A criação de uma nova vila, tão próxima, incomodou profundamente a Câmara de São João, que reagiria imediatamente. Transformada em vila em 1713 e em sede da Comarca do Rio das Mortes em 1714, São João del-Rei dominava vasto território, que se confundia com o próprio território da Comarca, uma vez que era a única vila ali existente, até então. Assim sendo, o surgimento de uma nova vila significou também o aparecimento de uma &lt;i&gt;rival&lt;/i&gt;, pelo menos no entendimento das autoridades sanjoanenses daquela época. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De imediato, a Câmara sanjoanense representou a D. João V contra o ato do Conde de Assumar, &lt;b&gt;&lt;i&gt;mas o Rei confirmaria a nova vila a de doze de janeiro de 1719.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; A três de fevereiro de 1718 foi nomeado o termo da Vila de São José, ficando estabelecido o leito do Rio das Mortes como limite entre as duas vilas, &lt;i&gt;conforme o desejo dos moradores da região,&lt;/i&gt; atendido pelo governador e pelo Rei. A sete de março a Câmara de São José solicitou ao governador a concessão de meia légua de terras em quadra para obter seus rendimentos, como era de praxe, para a manutenção da Câmara e dos serviços públicos. Nova reação da Vila de São João del-Rei veio a 28 do mesmo mês, com ato do ouvidor geral da Comarca, Valério da Costa Gouveia, que estipulou meia légua em circunferência, fazendo peão na vila. Esse ato diminuiu a sesmaria patrimonial da Câmara de São José, que protestou imediatamente. Na sequência, a controvérsia instalou-se quanto à verdadeira madre do Rio das Mortes. Havia a dúvida se o Rio Elvas desaguava no Rio das Mortes ou se era seu curso principal. Para resolver a questão o Conde de Assumar veio à região em meados de 1719.  Daí em diante não aparece nova delimitação territorial até a correição de 1755, que apenas confirma limite do rio, entre as duas vilas. No entanto, a discussão nunca encontrou ponto pacífico e, nos bastidores, a disputa continuou acirrada. A fibra do povo de São José, que seria mais tarde personificada na figura animosa do Tiradentes, fez com que a vila ocupasse de fato o que lhe cabia por direito, ou seja, a margem direita do Rio das Mortes, &lt;i&gt;conforme o desejo do povo, atendido em janeiro 1718.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir da década de 1920, a mera questão de limites entre as duas vilas tornou-se verdadeira cruzada cívica, motivada por reações ao livro &lt;i&gt;Ligeiras Memórias Sobre a Vila de São José nos Tempos Coloniais, de Herculano Veloso&lt;/i&gt;. O ex agente executivo de Tiradentes, profundo conhecedor dos arquivos históricos da cidade, tratou da questão dos limites entre as duas vilas e demonstrou a posse sanjosefense dos terrenos que se situavam à direita do rio, o que incluía, circunstancialmente, a Fazenda do Pombal, berço de Joaquim José da Silva Xavier. Ocorre que, nessa época, a imagem do Tiradentes, já restabelecida pela República, tornara-se atrativa, e a antiga questão de limites passou a concentrar-se na reivindicação de seu local de nascimento. A reação sanjoanense veio através de Basílio de Magalhães, com artigos publicados na imprensa local. Em 1976 surge o livro &lt;i&gt;As Vilas Del-Rei e a Cidadania de Tiradentes&lt;/i&gt;, de Eduardo Canabrava Barreiros. Livro que, segundo o próprio autor, &lt;i&gt;foi escrito sob encomenda de vereadores de São João del-Rei&lt;/i&gt;, no afã de resolver a questão em torno da naturalidade do Alferes. Nesse ínterim, outros escritores trataram do assunto, com pouca variação em relação aos escritores supracitados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basílio de Magalhães pretendeu questionar Herculano Veloso com argumentação baseada em três pontos: 1- o próprio Tiradentes se identificou como sanjoanense no interrogatório de 22 de maio de 1789, publicado nos Autos de Devassa; 2- a carta de sesmaria da Câmara da vila de São José era de meia légua em circunferência, o que não atingia a Fazenda do Pombal; 3- apenas com a correição de 1755 o território onde se encontrava a Fazenda do Pombal teria passado à jurisdição da Vila de São José, mesmo assim, por pouco tempo. Além disso, Basílio questiona a legitimidade da participação política do pai do Tiradentes, Domingos da Silva dos Santos, na vila de São José. Para refutar o fato &lt;i&gt;embaraçoso&lt;/i&gt; de Domingos ter sido eleito almotacé e vereador por São José em 1746 e 1754, respectivamente, o que comprova sua residência no local, o escritor cita o caso de um sujeito que teria ilegalmente ocupado cargos de vereador nas duas vilas del-Rei, pelo que fora repreendido pelo Rei. E o escritor levanta a &lt;i&gt;hipótese&lt;/i&gt; de que o mesmo pudesse ter ocorrido ao pai do Tiradentes...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;O outro estudioso do assunto, Eduardo Canabrava Barreiros, partindo de Basílio e Herculano, também pretendeu resolver a intrincada questão. Traçou um triângulo com a finalidade de encerrar a polêmica em torno dos limites das vilas e &lt;i&gt;decretou&lt;/i&gt;: Tiradentes é sanjoanense porque: A) Foi batizado em capela pertencente à freguesia de Nossa Senhora do Pilar, de São João del-Rei; B) Nasceu na Fazenda do Pombal, termo da vila de São João; C) O próprio Tiradentes declarou-se sanjoanense, no interrogatório de 1789, também citado por Basílio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louvável esforço, sem resultados práticos. Nem os três argumentos de Basílio, nem o triângulo de Barreiros encerraram a polêmica, e por um fato muito simples: deixaram margem ao questionamento e à contraprova. Contaram apenas a uma versão da história. Diante disso, passemos a analisar os argumentos desses autores e a apontar alternativas, não com o intuito desnecessário de provar a naturalidade sanjosefense do Tiradentes, o que é irrelevante para a grandeza do Alferes, ou para a sobrevivência de nossa cidade, cujo &lt;i&gt;sucesso de marketing turístico &lt;/i&gt;se deve mais à preservação arquitetônica, ambiental e cultural do que propriamente ao nome do filho ilustre, que, no entanto, ostentamos com orgulho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vejamos, então, a opinião dos doisescritores e as alternativas não consideradas por eles:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;1º - &lt;b&gt;Joaquim José da Silva Xavier é sanjoanenseporque batizou-se na Capela de São Sebastião do Rio Abaixo, freguesia de NossaSenhora do Pilar, de São João del-Rei&lt;/b&gt;: Quanto ao assento de batizado doTiradentes, reproduzido no início deste texto, ocorre confusão, deliberada ounão. De fato, a Capela de São Sebastião do Rio Abaixo pertencia à Paróquia deNossa Senhora do Pilar. Se a hipótese de Barreiros estivesse certa, e essacapela estivesse do lado esquerdo do rio, também sua localização pertenceria aoTermo da Vila de São João del-Rei. Por outro lado, se a tal capela ficasse dolado direito, continuaria pertencendo, eclesiasticamente, à Paróquia sediada &lt;st1:personname productid="em S￣o Jo￣o" w:st="on"&gt;em São João&lt;/st1:personname&gt;, mas emterritório de São José. Naquela época, e ainda hoje, os limites administrativosdas vilas não precisavam coincidir, necessariamente, com a jurisdiçãoeclesiástica. A localização da Capela e sua jurisdição eclesiástica, noentanto, não faz a menor diferença quanto à definição da naturalidade do Tiradentes.Ele não nasceu dentro da capela, apenas foi ali batizado. O Herói nasceu na Fazendado Pombal, à margem direita do rio, termo da Vila de São José desde 1718. Se naépoca existisse o registro civil, certamente esse documento seria registrado &lt;st1:personname productid="em S￣o Jos￩. Mas" w:st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em S￣o Jos￩." w:st="on"&gt;em São José.&lt;/st1:personname&gt; Mas&lt;/st1:personname&gt; esse documentonão existe e nem precisa existir, pois seria anacrônico. Há, no entanto, outrose inúmeros documentos que comprovam a posse sanjosefense do território àdireita do rio, àquela época, como o emblemático testamento do &lt;span style="color: black;"&gt;Sargento-mor João Gonçalvez Chaves, no qual fica claro quejurisdição eclesiástica não coincidia, necessariamente, com jurisdiçãoterritorial. Diz o documento: &lt;em&gt;“...nesta paragem do Rio Abaixo &lt;u&gt;Capella deSão Sebastião fillial da matriz de Nossa Senhora do Pillar de Sam Joam del Reicomarca do Rio das Mortes e Termo da Villa de Sam Joseph&lt;/u&gt;, onde eu João GonçalcezChaves sou morador....” &lt;/em&gt;(livro de óbitos da freguezia de Santo Antônio daVilla de S. José. 1746-1768. Fls. 356-362- Arquivo Paroquial de Tiradentes).Dirão alguns que esse documento é de 1759, e que nessa época imperava acorreição de 1755. Note-se, entretanto, que a capela continuava a pertencer &lt;i&gt;eclesiasticamente a São João&lt;/i&gt;, apesar deestar em terras de São José, ou seja, mesmo que o território tenha passado paraSão José, através da tal correição, a capela continuou pertencendo à paróquiasediada &lt;st1:personname productid="em S￣o Jo￣o. Isso" w:st="on"&gt;em São João. Isso&lt;/st1:personname&gt;prova que as duas coisas não se misturavam, necessariamente. Por semelhança,pode-se concluir que o registro de batismo do Tiradentes não é suficiente paraindicar sua naturalidade, pois não indica o local do seu nascimento. Por outrolado, o testamento do Sargento-mor vai contra a opinião de Barreiros de queessa capela ficava do lado esquerdo do rio. Se assim fosse, mesmo a partir de1755, não poderia pertencer a São José, como consta no documento citado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;2º - &lt;b&gt;JoaquimJosé nasceu na Fazenda do Pombal, cujo território a sesmaria de São Josédel-Rei não alcançava&lt;/b&gt;: Ora, todos sabem que essa sesmaria de meia légua deterras, em quadra ou em circunferência, referia-se apenas à área destinada aosrendimentos da Câmara, como ocorria em todas as demais vilas, inclusive SãoJoão, sem significar a totalidade do seu território. Não seria absurda acriação de uma vila com área tão diminuta? No caso de São José, isto aindadeixaria de contemplar &lt;i&gt;o principal motivoda criação da Vila, que foi o requerimento dos moradores do lado direito dorio, que não queriam mais correr o risco de atravessá-lo para irem a São João.&lt;/i&gt;E como explicar a vinda do Conde de Assumar em 1719 para dirimir dúvidas sobreo verdadeiro leito do Rio das Mortes? E como explicar a existência dos inúmerosdistritos da Vila de São José fora dessa limitada sesmaria? Seria apenas a &lt;i&gt;avareza e desobediência&lt;/i&gt; dos vereadoresde São José, que promoveram uma &lt;i&gt;expansãoavassaladora&lt;/i&gt;? Seria isto possível nas barbas da poderosa São João? &amp;nbsp;Sabe-se que o termo da Vila de São Joséchegou, no século XVIII, a fazer divisa com a capitania de Goiás. Por outrolado, confundir a área da sesmaria da Câmara de São José com a totalidade de seuterritório, autorizaria a aplicar o mesmo raciocínio com relação a São João,cujo termo seria, então, de duas léguas em quadra, conforme sua carta desesmaria de 1714. Por que os limites de São João podiam extrapolar sua sesmariapatrimonial e o mesmo não poderia ocorrer a São José? Comarca do Rio das Mortesera uma coisa, Vila de São João del-Rei era outra. As coisas mudaram com acriação da Vila de São José e São João já não impera soberanamente na região. Aplicando,ainda, o mesmo raciocínio: se a Fazenda do Pombal não pertencia a São José, porestar fora da sesmaria da Câmara dessa vila, conforme dissera Basílio, por quepertenceria a São João, cuja sesmaria também não a alcançava? E por que aalegada perda do território referente às catas de São Francisco Xavier pelasesmaria de São João, que poderia ser compensada em qualquer direção, o seria exatamentena direção das terras da Fazenda do Pombal? Por ter sido o berço do herói? Sãomuitas as questões possíveis, mas a resposta é invariável: &lt;i&gt;Se a área onde se localizava a Fazenda do Pombal, pertencia ao Termo daVila de São José, não é por ter sido berço do Mártir, mas por localizar-se dolado direito do Rio das Mortes.&lt;/i&gt; Essa era a divisa natural e oficial entreas duas vilas desde &lt;st1:metricconverter productid="1718. A" w:st="on"&gt;1718. A&lt;/st1:metricconverter&gt;correição de 1755, citada por Basílio e Barreiros, não provocou qualquermudança nesse panorama, pois manteve o leito do Rio das Mortes como divisa. &lt;i&gt;O argumento de que a paragem São Sebastiãodo Rio Abaixo, onde estava a Fazenda do Pombal ficava fora da vila de São Josépor estar fora de sua sesmaria patrimonial é fraco e insuficiente como prova,já que, aplicada a recíproca, o mesmo ocorreria a São João del-Rei. &lt;/i&gt;Sesmariapatrimonial de uma câmara não significava a totalidade territorial dessa mesmavila.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3º-&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Tiradentes declarou-senatural de São João del-Rei&lt;/b&gt; &lt;b&gt;em depoimentode 22 de maio de 1789, publicado nos Autos de Devassa&lt;/b&gt;. De fato, lá &lt;i&gt;está escrito&lt;/i&gt; que o Alferes se dissenatural de São João del Rei, mas também, no mesmo documento, o Alferes &lt;i&gt;disse&lt;/i&gt; ter 41 anos de idade. Ora, se o Tiradentesnasceu em 1746, como poderia ter 41anos em 1789? E se o Alferes errou suaidade, porque não poderia errar o local de seu nascimento? E se esse erro foido escrivão, por que o mesmo não poderia errar a naturalidade de Joaquim José? Poroutro lado, nos mesmos Autos de Devassa, volume 9, há petição através da qualJoaquim José solicita a antecipação de sua maioridade, por ser órfão e ter quecuidar do seu patrimônio. Nesse documento, ignorado pelos escritores citados,consta sua naturalidade sanjosefense. Além disso, a carta que concede amaioridade a Joaquim José, a quinze de julho de 1767, ordena que seja feita umajustificação perante o Juiz de Órfão da Vila de São José del-Rei. Isso nãofaria sentido se o Alferes fosse sanjoanense. &amp;nbsp;&lt;i&gt;Portantoa informação extraída do depoimento de 1789 entra em contradição no mesmodepoimento e com outros documentos citados no mesmo Processo, o que a invalidacomo prova.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A questão de limites entre asvilas de São João del-Rei e São José del-Rei no século XVIII é assunto polêmicoe a disputa em torno da naturalidade do Tiradentes está intrinsecamente ligadaa ele. Haverá sempre o &lt;i&gt;ardor cívico&lt;/i&gt;que, de cada lado, lutará pela honra de proclamá-lo conterrâneo. Ressalto,porém, que o intuito desta comunicação não é fazer apologia cega a uma posiçãobairrista. Quem questiona os escritores Basílio e Barreiros não sou eu, é alógica... O que a faz a História são os documentos e, enquanto não surgirem documentosnovos ou inéditos, que possam justificar uma revisão dessa História, limitemo-nosaos existentes:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;“AUTO DE CREAÇAM DA VILLA DE SAMJOSEPH COM O SEU TERMO”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;“Anno do nascimento de nossoSenhor Jesus Christo de mil setecentos e dezoito annos. Aos vinte e oito diasdo mês de janeiro do dito anno em o arrayal velho freguezia de Santo Antônioonde eu escrivam da ouvidoria geral vim com o coronel Antonio de OliveiraLeitam que de prezente serve de ouvidor geral por empedimento do Doutor Valérioda Costa Gouvêa e sendo ahy prezente a nobreza clero e povo mandou o ditoouvidor em &lt;u&gt;virtude de um despacho de Dom Pedro de Almeida Portugalgovernador e Cappitam general de Sam Paullo e Minas posto em&lt;/u&gt; &lt;u&gt;humapetiçam que lhe fizeram os moradores do mesmo Arraial cuja copia lê a que sesegue: Dizem os moradores da freguezia de Santo Antonio do Arraial velho quelhes se acham com grande prejuízo e empedimento para tratarem os seos negóciosna Villa de Sam Joam del Rey por estarem da outra parte do Rio das Mortes cujaspasagens sam muito arriscadas e perigosas principalmente no tempo das augoas emque as suas enchentes o impossilibitam a recorrer a Villa de Sam Joan Del rey efica todo este povo sem aquelle recurço para as partes alem de ter esprementadoque muitas pessoas que neste tempo se arriscarm a passae se afogaram por namhaver canoas em que com segurança pasasem e perdem nam so seus negóciosparticulares senam do bem publico:&lt;/u&gt; E como esta freguezia he huma dasmayores das minas e esta mais distantes da villa com muita largueza de matospara rossas como te lavras e faisqueiras permanentes Ai tem os moradores a suascazas coaze todas cobertas de telhas por estarem as olarias perto da fregueziae para que melhor se possa o serviço de sua Majestade assim na arrecadaçam dosseos&amp;nbsp; quintos pois he sem duvida quecoantas mais pessoas nesta diligencia se empregarem tanto mais fácil será ditacobrança e se nam experimentara o que sosedeo este anno em algumas (villas) quepor terem os seos districtos excecivamente dillatados crecidos por cobrar comgrande detrimento (e despeza da fazenda) real na dilaçam da frota do (Rio deJaneiro como também serão) mais bem obedecidas as ordens (que vossa Excellenciapor servido dis) trebuyr cuja exzecuçam (ficara mais prompta e facilitada) porhaver muitos moradores e poderozos com os quaes se poderá conservar uma boavilla das maioresdestas minas sem prejuízos da Villa de Sam Joam del Rey porlhe ficar inda hum grande distrito e por que já em outra ocaziam pelasjustificadas razoes que aprontam fizeram o mesmo requerimento ao antesecor deVossa Excelência no que nam foram deferidos por se mandar enformar de algumaspessoas que nam tinhao conveniência em que se erigiçe em Vila o dito Arraial deSanto Antonio posto que de nenhum modo esta materia prejudica a terceyros antesredunda em mais utilidade do serviço de sua majestade e bom regime dos povos:Esperamos da reta instiça de Vossa excelência que informado de pessoasdesapaixonadas seja servido dar-nos o despacho que esperamos. Portanto pedemhumildemente a Vossa Excelência que atendendo ao referido e por evitar algumasdesuniões entre estes moradores e pella utilidade do serviço de El Rey lhe façamercê erigir a dita freguezia em Villa e receberam mercê. Joam Ferreira dosSantos/ Joam André de Matos/ Silvestre Marques da Cunha. Domingos Ferreira dosSantos. Joam de Oliveira. Miguel Rodrigues. Manoel Pinheiro. Domingos da Silva.Domingos Rocha Moreira. Domingos Ramalho de Brito/ Manoel da Silva de Moraes/Diogo Alves Cardozo/ Jonio Frenandes Preto/ Gonçalo Mendes Cruz/ Manoel MartinsMachado Gonsalo Lima Rego – A cuja pitiçam esta o despacho seguinte: &lt;u&gt;vistasas razões alegadas pello suplicantes e as imformaçoens que dellas tirei concedo(o que me pedem) e par o dito Arrayal de Santo Antonio seja erijido em Villa coo nome de Sam Joseph e o Doutor ouvidor da Comarca do rio das Mortes ou que emseu lugar servir lhe lenvatara Pelourinho e dara posse forma de estylo &lt;b&gt;começando o distrito da nova Villa da bandade ca do rio das Mortes&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;. Villa do Carmo dezenove de janeiro de milsetecentos e dezoito annos e na forma do dito despacho mandou o dito ouvidorsentar Pelourinho em o largo e praça que faz no dito Arrayal abaixo dafreguezia erigindo com elle Villa da qual deo logo parte aos moradores comotambém do seu termo e distrito começando este da banda deca do Rio das Mortescom cuja posse acertaram reconhecendo todos ser esta Villa de Sam Josphnovamente ereta do Senhor Rey Dom Joam o quinto e seus sucesores a quemobedeceram como seu legitimo senhor e suas justiças e de como assim aseitaram adita posse mandou o dito ouvidor fazer este auto de creaçam e posse que asignoucom as pessoas que se acharam prezentes, e eu Luiz de Vasconcellos PessoaEscrivam da Ouvidoria Geral e Correiçam que o escrevi”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Antº Olivª Leitão/ Luizvasconcellos Pessoa/ Antº Frz Preto/ Silvestre Marques da Cunha/ Manoel daCosta Souza/ Constantino Alz de Azevedo/&amp;nbsp;Manoel P da Costa/ Manoel GLZ Moinhos/ Francisco A Roza/ Pedro Stone deSouza/ Diogo Alvarez Cardozo/ Domingos Ramaho de Brito&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;“TERMO DA REPARTIÇAM DESTADESTRITO DA VILLA”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;“Aos tres dias do mes de Fevereiro deste prezente anno de mil setesentos e dezoitoannos nesta villa de Sam Joseph nas casas da camara della estando prezente oouvidor geral desta Comarqua com os officiais da camara della o juiz ordinarioo Capitam Manoel Dias Araujo, o capitam Mor Manoel Carvalho Botelho tambémjuiz, os veriadores o capitam Domingos Ramalho de Brito,Manoel da Costa Souza,Constantino Alves de Azevedo e por empedimento do procurador asestiu o SargentoMor Silvestre Marques da Cunha que para isso pellos ditos officiais da camarafoi chamado, e sendo ahy pellos ditos officiais da camara foi dito e Requeridoao dito ouvidor geral que em virtode do despacho da petiçam ao &lt;u&gt;SenhorGeneral lhe nomeace o termo que devia ter esta [villa ] a que visto pello ditoouvidor lhe &lt;/u&gt;&lt;b&gt;nomeia por [ termo ] dediviza o Rio das mortes da Banda de ca&lt;/b&gt;&lt;u&gt; entrando pello Ribeiram chamadoAlves por ser a verdadeira madre do dito Rio das mortes&lt;/u&gt; e que os mais erambraços [ do tal ] Rio e que outro sim eram os moradores desta freguezia eestarem em posse...[ desde a primeira criaçam sogeitos a freguezia de SantoAntonio a ] chamavam Arrayal Velho &lt;b&gt;&lt;u&gt;eque asim os moradores da banda do dito rio para ca sejam sogeitos a esta villa&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;,e nesta forma ouve o termo della por divizado e de como os ditos officiais asimo aseitaram e o dito ouvidor assim lho repartio fiz este termo a que asignaram,eu Luiz de Vasconvellos Pessoa Escrivam da Ouvidoria Geral e correicam que oescrevi."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Antº Olivª Leitão/ Manoel Dias de Araújo/ Mel Carvª Botelho/ Manoel da CostaSouza/ Constantino Alz de Azvº/ Silvestre Marques da Cunha/ Domingos Ramalho deBrito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;( Livro primeiro de Acórdãos eCriação da Vila de São José,1718 – 1722 – fls 1, 1vo ,, 2, 2vo. – Arquivo doInstituto Histórico e Geográfico de Tiradentes).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-8776766816513348370?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/8776766816513348370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=8776766816513348370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/8776766816513348370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/8776766816513348370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/12/o-batizado-do-tiradentes-e-questao-de.html' title='O batizado do Tiradentes e a questão de limites entre as vilas de São João e São José'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-4238861218752626107</id><published>2011-12-11T00:38:00.001-02:00</published><updated>2011-12-11T00:47:50.160-02:00</updated><title type='text'>Um sábio de Minas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Texto: &lt;/b&gt;Olinto Rodrigues dos Santos Filho*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;José Veloso Xavier nasceu em outubro de 1741 na antiga vila de São José, atual cidade de Tiradentes, em Minas Gerais. Era filho de José Veloso do Carmo, português de Braga, e Catarina de Jesus Xavier, natural da vila de São José. Era primo do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e do padre Antônio Rodrigues Dantas, autor da famosa &lt;i&gt;Explicação da Sintaxe&lt;/i&gt;, publicada em Lisboa no ano de 1775 e várias vezes reeditada. Entrou para a ordem franciscana em 1761, onde adotou o nome de José Mariano da Conceição, e estudou no Convento de São Boaventura de Macacu, hoje em ruínas, no município de Itaboaraí (RJ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua vida religiosa, ordenado em 1766, logo em 68 foi nomeado pregador. Transferido depois para a aldeia indígena de São Paulo (São Miguel), desenvolveu trabalho de pregação e conversão dos gentios, tendo ainda regido as cadeiras de Geometria (1771) e Retórica (1779) do Convento da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante sua estada em São Paulo iniciou estudos da flora local com tanto interesse e competência que chegou aos ouvidos do Vice-Rei Luiz de Vasconcellos e Souza, que mandou vir Frei Veloso para o Rio. Sediado no Convento do Largo da Carioca, o Frei teve licença para fazer excursões científicas pelo Estado do Rio, coletando e classificando as plantas daquela região, sob os auspícios do Vice-Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fim de cerca de nove anos de trabalho Frei Veloso apresentou ao seu protetor a obra concluída, a &lt;i&gt;Flora Fluminensis&lt;/i&gt;, com cerca de 1600 plantas classificadas e desenhadas por Frei Solano, no ano de 1790. por esta importante obra é hoje conhecido como “Pai da Botânica no Brasil”. Regressando D. Luiz para a Corte, leva Frei Veloso com sua obra e seus desenhos, que seriam enviados à Itália para abrir as chapas. Em Portugal, o sábio mineiro dedica-se de corpo e alma a uma importante empreitada de editar obras úteis à agricultura e indústria agrícola no Brasil, as quais denominou &lt;i&gt;O Fazendeiro do Brasil.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publicou dez volumes em editoras diversas de Lisboa, tendo posteriormente, ainda sob a égide de D. Luiz de Vasconcellos, fundado e dirigido a tipografia do Arco do Cego, localizada em uma quinta naquele bairro, onde juntou um grupo de jovens brasileiros ilustrados para traduzir e editar obras de interesse para sua pátria. Deste grupo contavam Nogueira da Gama, padre Viegas de Menezes, Antônio Carlos e Martim Francisco de Andrada e Silva, Hipólito José da Costa, José Feliciano Fernandes Pinheiro, Vicente Seabra Silva Teles, José Ferreira da Silva, João Manso Pereira, Manoel Arruda Câmara e Manoel Rodrigues da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;O Arco do Cego foi responsável pela introdução da moderna tipografia em Portugal, tendo inclusive oficina de gravura com aprendizes e fundição de tipos em anexo. Um dos ilustres trabalhadores da editora foi o poeta Manoel Maria Barbosa Du Bocage. Extinta a tipografia do Arco do Cego, Veloso passa para a Imprensa Régia, até que as invasões napoleônicas o fazem retornar ao Brasil e desviam para a França as pranchas já prontas da &lt;i&gt;Flora Fluminensis&lt;/i&gt;. Sua maior obra fica, então sem editar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após sua morte, ocorrida no Convento de Santo Antônio, no largo da Carioca, Rio de Janeiro, o Imperador D. Pedro I mandou editar em 1825 a &lt;i&gt;Flora Fluminensis&lt;/i&gt;, impressa na Imprensa Régia e com litografias encomendadas em Paris. Os exemplares editados ficaram depositados na Academia de Belas Artes, onde foram quase totalmente destruídos pelos alunos daquela instituição. A coleção completa da &lt;i&gt;Flora Fluminensis &lt;/i&gt;é hoje considerada uma raridade bibliográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se completam 200 anos do falecimento deste homem de excepcional espírito científico, a cidade de Tiradentes, que foi seu berço natal, através do Instituto Histórico Geográfico, o homenageia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-4238861218752626107?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/4238861218752626107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=4238861218752626107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/4238861218752626107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/4238861218752626107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/12/um-sabio-de-minas.html' title='Um sábio de Minas'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-813398208791882648</id><published>2011-11-28T18:58:00.003-02:00</published><updated>2011-11-28T19:13:50.557-02:00</updated><title type='text'>Exposição alusiva ao bicentenário de morte do Frei Veloso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-dsyKWpz4_kA/TtP5MwenAjI/AAAAAAAAAFc/HnQZnHPjyes/s1600/convite%2BI.PNG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-dsyKWpz4_kA/TtP5MwenAjI/AAAAAAAAAFc/HnQZnHPjyes/s400/convite%2BI.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680157552611361330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;... ... ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-lEJLvps6iNI/TtP44mQPRZI/AAAAAAAAAFQ/RC5163kKqnE/s1600/convite%2BII.PNG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 489px; height: 325px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lEJLvps6iNI/TtP44mQPRZI/AAAAAAAAAFQ/RC5163kKqnE/s400/convite%2BII.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680157206269347218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-813398208791882648?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/813398208791882648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=813398208791882648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/813398208791882648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/813398208791882648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/11/exposicao-alusiva-ao-bicentenario-de.html' title='Exposição alusiva ao bicentenário de morte do Frei Veloso'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dsyKWpz4_kA/TtP5MwenAjI/AAAAAAAAAFc/HnQZnHPjyes/s72-c/convite%2BI.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-2266398861362740846</id><published>2011-11-21T17:50:00.004-02:00</published><updated>2011-11-21T18:08:07.638-02:00</updated><title type='text'>Carta de repúdio</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Chancelaria da Comenda da Liberdade e Cidadania&lt;br /&gt;Belo Horizonte - MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tiradentes, 14 de novembro de 2011.*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prezado Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho por meio deste manifestar minha insatisfação e descaso com a Oficina de Teatro Entre &amp;amp; Vista, que há 20 anos representa a cidade de Tiradentes, em todos os eventos aqui promovidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, conforme convite que nos foi feito, comprovando-se com a Programação Oficial que consta no site oficial do evento, e, caso o convite não estivesse sido feito, ali não estaríamos, sentimo-nos humilhados perante ao público. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram cerca de cinqüenta Tiradentinos, dentre eles: todas as autoridades máximas deste município Prefeito, Vice-Prefeito, Presidente da Câmara, Vereadores, Pároco, agraciados e convidados que aguardavam ansiosos pela apresentação dos representantes de sua terra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um primeiro momento, após a recepção hostil de uma senhora, que se dizia uma das responsáveis pela pauta, nos disse “....num é assim que funciona, num é chegar e apresentar, não... tem uma pauta... e não está na pauta”.  Eu, Sr. Eros e o Sr Rafael (som) ficamos estarrecidos e tentamos contornar a desagradável situação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Errar é humano. Persistir no erro é......extremamente desagradável. Fomos esquecidos durante todo o evento sob os olhares curiosos dos convidados e agraciados. Ficamos à mercê do sol escaldante e dos olhares ressabiados dos convidados que, no ano passado, por não ter havido as honras e pompas do corrente ano, foi um evento magnífico e bem focado: O Batizado do Herói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oficina de Teatro Entre &amp;amp; Vista, um bem cultural imaterial da cidade de Tiradentes abandonado próxima à cantina do evento e, onde, nem ao menos um salgadinho foi servido aos atores. É lamentável! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indescritível também é o sentimento de frustração do Senhor Eros Miguel Conceição. Senhor de 72 anos. Sócio Fundador do IHGT (Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes), SAT (Sociedade Amigos de Tiradentes), CBVT (Corpo de Bombeiros Voluntários de Tiradentes), Coordenador da Oficina de teatro Entre &amp;amp; Vista, hoje, Ponto de Cultura Entre &amp;amp; Vista, responsável pelos projetos de restauração das Igrejas das Mercês, São Francisco e N. Sra. do Padre Gaspar, investimento de R$ 3,5 milhões oriundos do BNDES,  passar por humilhante situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o nosso sentimento. Sentimento de 15 pessoas que saíram de suas casas, no domingo, pela manhã, viajaram cerca de 25 km e foram esquecidas perante a um grupo seleto de autoridades, chancelers, intelectuais, artistas, dentre outros, e, até o presente momento, sem retratação alguma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mais para o momento, reitero meus protestos de estima e distinta consideração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cordialmente,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;DIRETORIA &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Oficina de Teatro Entre &amp;amp; Vista&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Carta publicada neste bl0g a pedido da diretoria da Oficina de Teatro Entre &amp;amp; Vista e também como afirmativa de repúdio dos sócios do IHGT com este acontecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-2266398861362740846?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/2266398861362740846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=2266398861362740846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/2266398861362740846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/2266398861362740846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/11/carta-de-repudio.html' title='Carta de repúdio'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-1465169926454567098</id><published>2011-10-15T16:54:00.004-03:00</published><updated>2011-10-15T17:05:27.017-03:00</updated><title type='text'>Matriz de Santo Antônio - Uma Visão Atual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um antigo dito popular da cidade de Tiradentes, no século XIX, referia-se às três coisas mais importantes da cidade: A Matriz, O Chafariz e o Comendador Assis. Daí vê-se a importância conferida pela população a esta velha igreja, reconhecida como uma das mais belas e ricas de Minas Gerais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Construída em taipa, em substituição á antiga capela de madeira, teve início em 1710, quando também se oficializou a Paróquia e se criou a Irmandade do Santíssimo Sacramento responsável pela empreitada da construção.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre a construção propriamente dita e a decoração transcorreram-se cerca de 40 anos. A igreja na sua imponência arquitetônica guarda um conjunto de talha do período barroco D. João representado pelos sete retábulos, coro, púlpitos, molduras dos óculos, sobreportas e as paredes da capela-mor com duas grandes telas representando a Santa Ceia e as Bodas de Caná. Grande parte desta decoração deve-se às oficinas dos entalhadores João Ferreira Sampaio e Pedro Monteiro de Souza, este natural da cidade de Braga. Completa os equipamentos religiosos um belo órgão fabricado em Portugal, instalado em caixa entalhada por Salvador de Oliveira e pintado por Manoel Victor de Jesus.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A riqueza da Matriz de Santo Antônio não se restringe a nave e capela mor mas estende-se aos cômodos laterais onde funcionavam as duas sacristias  e consistórios das Irmandade sediadas  no templo, decoradas com talhas e pinturas de gosto rococó. Ainda deve-se citar o mobiliário de época, a rica prataria e imaginária do templo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cem anos após o começo da obra foi refeito o frontispício, numa tentativa de “modernizar” o seu aspecto externo arcaico, tendo sido para isso encomendado um projeto ao Aleijadinho. É nesta época que é feita a portada de pedra sabão e as escadarias do adro em patamares com gradis de pedra. Foi nesta igreja que se casaram os pais do Tiradentes em 1738, onde também foram batizados Frei Veloso (1741) e José Basílio da Gama (1742).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente exposição comemora o terceiro centenário de inicio da obra e é constituída pela visão atual dos artistas que nasceram ou vivem em Tiradentes, sendo portanto  diversas leituras sobre o mesmo tema. O Instituto Histórico e Geográfico agradece a todos os participantes do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Olinto Rodrigues dos Santos Filho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;ARTISTAS PARTICIPANTES:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Airton Ribeiro; Alderico Nascimento; Angela Nunes; Antônio Henrique Rohrmann; Beth Calvalcanti; Celestino;  David Smyth; Deborah Engelender; Demóstenes Vargas Filho; Elvis Dias; Expedito Divino; Fátima Moura; Humberto Malaquias; João Batista Canto; Laura Perrella; Lyria Palombino; Luigi Frumenti; Luiz Cruz; Maria José Boaventura; Oliver; Riback; Robert Ballantyne; Ruth PerrellaTony de Castro; Vinícius Rosa Rios; Victor Reynaga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-1465169926454567098?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/1465169926454567098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=1465169926454567098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1465169926454567098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1465169926454567098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/10/matriz-de-santo-antonio-uma-visao-atual.html' title='Matriz de Santo Antônio - Uma Visão Atual'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-851475557665812651</id><published>2011-10-13T21:59:00.003-03:00</published><updated>2011-10-13T22:02:43.295-03:00</updated><title type='text'>Exposição: Matriz de Santo Antônio</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-agOKAbx-UMc/TpeJsiJ0ziI/AAAAAAAAAFA/lxbKBm_jOv8/s1600/Capturar.PNG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-agOKAbx-UMc/TpeJsiJ0ziI/AAAAAAAAAFA/lxbKBm_jOv8/s400/Capturar.PNG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663146454616952354" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 252px; height: 400px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-851475557665812651?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/851475557665812651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=851475557665812651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/851475557665812651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/851475557665812651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/10/exposicao-matriz-de-santo-antonio.html' title='Exposição: Matriz de Santo Antônio'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-agOKAbx-UMc/TpeJsiJ0ziI/AAAAAAAAAFA/lxbKBm_jOv8/s72-c/Capturar.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-8236835576824484950</id><published>2011-01-20T11:24:00.005-02:00</published><updated>2011-01-20T11:30:52.336-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><title type='text'>Á confreira Geralda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que passou talvez não se deixe passar pelos sentimentos de seus pares. Muitos dos que aqui estão foram seus acadêmicos, outros tantos, seus colegas na construção do saber coletivo e para outros tantos amigos, família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De nossa parte. Aprendemos a ver em seu silêncio  em sua  serenidade a concordância ou o seu contrário quando de reuniões polêmicas que nossos pares aqui nesta sala votaram as posições enquanto grupo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como uma flecha, objetiva e coerente, expunha seu ponto de vista. Sempre em tom conciliador se permitia ao debate construtivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das mais novas destes tempos como confreira do IHGT, mas nem por isso menos atuante. Assumiu para si diversas responsabilidades e caminhava para ver concretizado com o cimento de suas mãos grandes obras em nossa Tiradentes. Nossa secretária, integrante do grupo de trabalho dos projetos do BNDES que num porvir transformará nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É certo que seus familiares perderam uma esposa, uma mãe, uma avó. Mas sem egoísmo, também entendem que todos perderam a amiga, a colega, a professora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos perdem com sua morte  prematura. Todos. Mas como dizia já Séneca, “Os progressos obtidos por meio do ensino são lentos; já os obtidos por meio de exemplos são mais imediatos e eficazes”. Por certo sua vida é um exemplo a ser seguido, quer seja em família, quer seja como professora, que seja como cidadã e cabe a nós te-la como referência, não por que partiu, mas por que viveu uma vida exemplar e isso é o certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Tiradentes, 19 de janeiro de 11. Reunião solene do IHGT. (Carlos A Caprioglio, lido por Rogério Almeida)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-8236835576824484950?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/8236835576824484950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=8236835576824484950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/8236835576824484950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/8236835576824484950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2011/01/confreira-geralda.html' title='Á confreira Geralda'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-106788293780911504</id><published>2010-05-01T15:09:00.001-03:00</published><updated>2010-05-01T15:11:13.218-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solene'/><title type='text'>Inconfidência e heroísmo: Tiradentes em ação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Em setembro de 1788, quando no Rio de Janeiro Joaquim José da Silva Xavier encontrou-se com José Álvares Maciel, teve início a Inconfidência Mineira. Álvares Maciel, recém chegado da Europa, onde se formara &lt;st1:personname productid="em Ci￪ncias Naturais" st="on"&gt;em  Ciências Naturais&lt;/st1:personname&gt;, contava ao alferes suas experiências. A Europa era agitada pelos conceitos do Iluminismo. As teorias filosóficas se punham em prática. Voltaire defendera o pensamento livre enquanto Rousseau divulgara a idéia do Estado democrático. A razão deveria prevalecer sobre o teocentrismo e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;iluminar&lt;/i&gt; as trevas medievais que ainda encobriam aquela sociedade. As idéias liberais propunham uma modificação radical na estrutura política do Velho Mundo. Monarquias seriam contestadas e, na França, um rei perderia em breve o trono e a cabeça. Os revolucionários e o povo já estavam nas ruas, o momento era propício para o grito de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;liberdade, igualdade, fraternidade&lt;/i&gt;, o lema da Revolução francesa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Álvares Maciel ressaltou também o exemplo dos norte americanos, que romperam os laços com sua metrópole e instituíram a República ainda em 1776. Na França, em 1786, Thomas Jefferson, então ministro americano e futuro presidente dos Estados Unidos, autor da Declaração da Independência Americana, fora procurado pelo estudante brasileiro José Joaquim da Maia, que buscava apoio dos americanos a um projeto de revolução no Brasil, com o objetivo de obter a independência. Aos europeus, parecia inacreditável que o Brasil ainda se mantivesse submisso a Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Tudo isto Álvares Maciel contou ao Alferes Tiradentes, que, por sua vez, como profundo conhecedor da realidade degradante imposta aos brasileiros pela Coroa portuguesa, relatou a Maciel toda a situação vivida principalmente em Minas, a galinha dos ovos de ouro que estava sendo asfixiada pela ambição sem limites da Fazenda Real. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Durante o século XVIII, Minas Gerais proporcionou a Portugal cerca de trinta e seis mil arrobas de ouro e mais de trezentas e trinta mil oitavas de diamantes, quase tudo esbanjado na corte luxuosa de D. João V, o novo &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Rei sol,&lt;/i&gt; ou desviado para Inglaterra para o financiamento da Revolução Industrial. Todavia, o solo começara a dar sinais de exaustão, e já não era possível aos mineiros suportarem a exorbitante carga de impostos praticados pela metrópole. Apenas o quinto do ouro, há muito atrasado, acumulava-se em torno de seiscentas arrobas de ouro, e esta dívida estava prestes a ser cobrada, os mineiros pagariam à força, de uma só vez, e de forma indiscriminada, fossem mineradores ou não. Por outro lado, os brasileiros eram preteridos pelos reinóis e por eles humilhados. Ao país era proibido possuir fábricas, indústrias, estradas e escolas, constituindo-se verdadeiro estado de atraso cultural e econômico, em solo tão rico e belo. Relatava emocionado o Alferes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Daquela conversa saiu a decisão de fazer a revolução. Ambos puseram-se a caminho de Minas. Pelos pousos e fazendas iam semeando a revolta. Falaram a José Ayres Gomes, a Manoel Rodrigues da Costa e, chegando a Vila Rica seduziram ninguém menos que o Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, cunhado de Maciel e comandante da força militar de Minas. O segundo homem mais poderoso da capitania tornara-se inconfidente. Em seguida outros militares, os poetas, os religiosos, os fazendeiros e todos os outros idealistas se agruparam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A propaganda indiscriminada do Tiradentes atingiu pessoas das mais diversas classes e posições sociais. A coragem do Tiradentes chegava a assustar e causava a admiração de seus próprios companheiros: Seria um herói ou um louco? Muitos aderiram logo, outros, temerosos ou oportunistas, ficaram esperando os resultados, outros ainda, os traidores, trataram de guardar a informação, para usá-la na hora certa. E assim, no curto espaço de seis meses já estava tudo decidido: as leis da nova república, homens, armas e pólvora a serem empregados e quem os forneceria, as providências para a defesa da república novata, as primeiras medidas administrativas, as leis e até a bandeira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A data da rebelião ficaria condicionada à execução da dívida dos quintos, denominada &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Derrama&lt;/i&gt;, que estava prevista para o início de 1789. No momento certo os combatentes seriam avisados através da senha: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Tal dia é o batizado&lt;/i&gt;. Tiradentes prenderia o Governador Visconde de Barbacena, Freire de Andrade garantiria a submissão dos Dragões. Seria espetacular o dia da libertação da pátria. O Brasil já não precisava de Portugal e seus déspotas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Em fevereiro de 1789 todo o projeto dos inconfidentes começou a desmoronar. Tiveram a infeliz idéia de convidar o coronel Joaquim Silvério dos Reis para a causa. Português, e devedor de uma grande quantia aos cofres reais, Silvério viu na traição da conjuração um bom negócio e a 15 de março de 1789 formalizou sua denúncia ao governador de Minas, e logo depois o fez também ao Vice Rei, Luiz de Vasconcelos. Tiradentes foi preso e encarcerado no dia 10 de maio. Em Minas outras prisões e sequestro de bens se sucederam. Delatores, num total de nove, se apresentaram. Dois processos foram abertos, um em Minas e outro no Rio de Janeiro. Cerca de trinta réus foram indiciados. Chefes de família foram arrancados de casa, famílias inteiras foram condenadas à miséria absoluta antes mesmo da condenação. A simples acusação do crime de Crime de Lesa Majestade era grave o suficiente para condenar antes de julgar. Todo o rigor das &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Ordenações Filipinas&lt;/i&gt; seria aplicado nas punições. A excessiva demonstração de força denunciava, na verdade, o medo da monarquia portuguesa diante dos heróis que ousavam enfrenta-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;No patíbulo, no dia 21 de abril de 1792, Tiradentes pagou com a vida por sua coragem e heroísmo, foi esquartejado e distribuído pelo Caminho Novo, tal qual semente de liberdade lançada no solo de Minas. Outros heróis pagaram no exílio sua ousadia, atormentados pela sorte de suas famílias e de seu país. Cumprida estava a sentença. Saciados estavam os juizes. Vingada estava a rainha. Triunfante saíra Portugal, mas não por muito tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Pouco depois, &lt;st1:personname productid="em Vila Rica" st="on"&gt;em Vila Rica&lt;/st1:personname&gt;, um jovem de apenas 15 anos assistiria estarrecido o espetáculo da exposição da cabeça do Tiradentes em via pública. Era José Joaquim da Rocha, que seria trinta anos depois um dos principais articuladores da independência. Germinou a semente, ainda que tardia. O exemplo que os portugueses queriam dar teve efeito contrário aos seus propósitos. Tiradentes não seria lembrado pelos brasileiros como um criminoso, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;o abominável réu de Lesa Majestade,&lt;/i&gt; que consta nas Devassas, mas como o mártir da liberdade, o herói que deu a vida pela pátria e que influenciou de forma incontestável a vocação democrática do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: right;text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;(sessão solene do Dia de Tiradentes – 21/04/2010)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="margin-left:35.4pt;text-align:right"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Rogério Geraldo de Paiva (IHGT) &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-106788293780911504?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/106788293780911504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=106788293780911504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/106788293780911504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/106788293780911504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2010/05/inconfidencia-e-heroismo-tiradentes-em.html' title='Inconfidência e heroísmo: Tiradentes em ação'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-2893985981396017819</id><published>2010-04-24T18:49:00.004-03:00</published><updated>2010-05-01T15:08:41.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>Reunião dia 21 de abril no IHGT</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-fbc871f347728afe" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v17.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfbc871f347728afe%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331330470%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D569E5996B895CB718FEF98316D0D942B596FDA59.2F4CD1250618645A93A1989D53B73040892F42DE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfbc871f347728afe%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DSvDf99AkdCv--WmlYxR_5182DSU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v17.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfbc871f347728afe%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331330470%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D569E5996B895CB718FEF98316D0D942B596FDA59.2F4CD1250618645A93A1989D53B73040892F42DE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfbc871f347728afe%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DSvDf99AkdCv--WmlYxR_5182DSU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:x-small;"&gt;Partipação do Grupo de Teatro Entre &amp;amp; Vista nas pessoas de Elisa Barbosa e Sérvulo Matias Filho (também sócio do IHGT)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-2893985981396017819?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=fbc871f347728afe&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/2893985981396017819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=2893985981396017819&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/2893985981396017819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/2893985981396017819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2010/04/reuniao-dia-21-de-abril-no-ihgt.html' title='Reunião dia 21 de abril no IHGT'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-6357368263906334878</id><published>2009-11-22T20:16:00.002-02:00</published><updated>2009-11-22T20:25:19.354-02:00</updated><title type='text'>Pelo Tombamento Federal da Serra de São José</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pelo Tombamento Federal da Serra de São José&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Cruz*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os paulistas foram os pioneiros a adentrarem pelos sertões dos cataguás. Por longos anos a atividade deles foi capturar índios para mão-de-obra em suas produções agrícolas; depois, com as descobertas dos ribeiros auríferos, iniciaram a ocupação dos sertões e a instalação de arraiais. Na região do Rio das Mortes, o primeiro arraial instalado foi por volta de 1702, o Arraial de Santo Antônio do Rio das Mortes, que veio a ser a Vila de São José del Rei e posteriormente Tiradentes. Os paulistas chegaram aqui, provavelmente, atraídos pela serra, pois eles utilizavam os pontos mais altos para apreciação e avaliação da área, para a busca do ouro. A Serra de São José recebeu esta denominação por ser a serra da Vila de São José. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos viajantes estrangeiros passaram por Tiradentes e registraram suas impressões sobre a cidade e sua serra. Hoje, esses registros tornaram-se relevantes, pois são os primeiros que temos sobre a Serra de São José. Richard Burton quando passou pela Cachoeira do Bom Despacho, relatou que, passando pela “Serra do Córrego, prolongamento da Serra de São José: a massa irregular de calcário e arenito ainda conserva, segundo dizem, ouro e cristal de rocha”. Relata ainda sobre a Capela de Nossa Senhora do Bom Despacho, “que quando o ouro abundava no Córrego, ela era bem tratada, mas que nos últimos quinze anos caiu em ruínas”. Integrando a expedição do barão alemão Grigori I. Langsdorff, estava o desenhista Rugendas, que registrou uma bela imagem de Tiradentes com a Matriz de Santo Antônio e a serra em sua imponência. A história de Tiradentes está intrinsecamente interligada à Serra de São José, em todos os momentos de sua longa história, até mesmo na Inconfidência Mineira. O inconfidente Padre Toledo foi preso atrás da Serra de São José, quando tentava fugir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, o Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes solicitou o tombamento federal da Serra de São José. Desde então, há um processo que se arrasta por anos e se faz necessária sua conclusão, para o reconhecimento da Serra de São José como Patrimônio Cultural de Tiradentes e região. Além de integrar a beleza cênica de Tiradentes, que é protegida desde 1938, a serra foi uma área de extração de ouro das mais expressivas de Minas Gerais. Em diversos pontos da serra é possível apreciação das técnicas empregadas no garimpo, até os vestígios de um mundéu, represa para lavagem de cascalho aurífero. Trechos de trilhas compunham o Caminho Velho, que ligava a localidade à Vila Rica e ao porto em Paraty/RJ, foram calçados por grandes blocos de pedras. As cavas antigas possibilitam caminhadas sombreadas e muito agradáveis, por elas circulavam as tropas que iam levando o ouro e voltavam com as mercadorias para o abastecimento local. Bem no meio da Trilha do Carteiro há um ponto curioso, um monte de pedras com uma cruz, lembrando que ali fora assassinado um carteiro. Do topo da serra, temos uma paisagem deslumbrante: um mar de montanhas e o conjunto arquitetônico de Tiradentes, ainda um dos mais preservados do Brasil. Podemos, também, apreciar outros belos conjuntos como o de São João del Rei e o do povoado do Bichinho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de tantos anos, a luta pela preservação da Serra de São José e sua biodiversidade resultou na criação de algumas unidades de conservação ambiental, pelo Governo de Minas, como uma APE – Área de Proteção Especial, uma APA – Área de Proteção Ambiental e um REVS – Refúgio de Vida Silvestre. A Serra de São José integra a Reserva da Biosfera, declara pela UNESCO, como Patrimônio da Humanidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a questão ambiental conquistou seu reconhecimento, a importância histórica ainda está para ser reconhecida, apesar dos apelos da comunidade de Tiradentes. Aqui, o equilíbrio entre Patrimônio Histórico e Patrimônio Ambiental torna-se vital. Um complementa o outro. Ambos tornam Tiradentes e região uma referência que agrega valor e interesse, tanto para a população quanto para turistas e especialmente pesquisadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia quatro de dezembro, sexta-feira, às 20:30 h, no Centro Cultural Yves Alves (Tel. 32 3355-1503), o Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes estará lançando a campanha: Pelo Tombamento Federal da Serra de São José, com a presença do presidente do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Dr. Luiz Fernando de Almeida, do Procurador da República, Dr. Antônio Arthur Barros Mendes, do titular da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico/MG, Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda e convidados. Na ocasião, serão apresentados uma palestra do técnico do IPHAN, Carlos Fernando de Moura Delphin e um pequeno recital de poemas, com a Oficina de Teatro Entre &amp;amp; Vista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luiz Cruz – Professor, associado do IHGT &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-6357368263906334878?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/6357368263906334878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=6357368263906334878&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/6357368263906334878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/6357368263906334878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2009/11/pelo-tombamento-federal-da-serra-de-sao.html' title='Pelo Tombamento Federal da Serra de São José'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-3339517723231591058</id><published>2009-11-22T19:20:00.004-02:00</published><updated>2009-11-22T20:26:11.602-02:00</updated><title type='text'>Tombamento da Serra São José</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Pelo Tombamento Federal da Serra de São José&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407056672990420866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/Swm5ZXH_34I/AAAAAAAAADI/9iJU-dgR9PY/s400/novo-2.jpg" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rugendas&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Lançamento da Campanha de Tombamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 4 de dezembro de 2009, às 20:30 horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro Cultural Yves Alves&lt;br /&gt;Rua Direita, 168 – Centro Histórico - Tiradentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma campanha do:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro Cultural Yves Alves ♦ Instituto Cultural Biblioteca do Ó&lt;br /&gt;Oficina de Teatro Entre &amp;amp; Vista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-3339517723231591058?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/3339517723231591058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=3339517723231591058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/3339517723231591058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/3339517723231591058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2009/11/pelo-tombamento-federal-da-serra-de-sao_22.html' title='Tombamento da Serra São José'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/Swm5ZXH_34I/AAAAAAAAADI/9iJU-dgR9PY/s72-c/novo-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-5677158120831718336</id><published>2009-02-23T14:36:00.004-03:00</published><updated>2009-02-23T14:40:04.902-03:00</updated><title type='text'>Programação do Seminário "A Guerra dos Emboabas e o início da povoação na região do Rio das Mortes"</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306048616437813058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SaLfGp-6j0I/AAAAAAAAAC4/Lm0PF2a-IFU/s320/Figura2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306048454908450482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SaLe9QPUFrI/AAAAAAAAACw/VXT8DS8tjk8/s320/Figura1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-5677158120831718336?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/5677158120831718336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=5677158120831718336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/5677158120831718336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/5677158120831718336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2009/02/programacao-do-seminario-guerra-dos.html' title='Programação do Seminário &quot;A Guerra dos Emboabas e o início da povoação na região do Rio das Mortes&quot;'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SaLfGp-6j0I/AAAAAAAAAC4/Lm0PF2a-IFU/s72-c/Figura2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-1500377667764680460</id><published>2009-02-15T21:58:00.006-03:00</published><updated>2009-02-15T22:32:39.080-03:00</updated><title type='text'>Restauração do Órgão da Matriz de Tiradentes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZi6qYJkeSI/AAAAAAAAACU/BzeF3CoZdR0/s1600-h/%C3%B3rg%C3%A3o+%282009%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 257px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZi6qYJkeSI/AAAAAAAAACU/BzeF3CoZdR0/s320/%C3%B3rg%C3%A3o+%282009%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303193798428621090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Órgão da Matriz de Santo Antônio de Tiradentes, instrumento feito na cidade do Porto, em Portugal pelo organeiro Simão Fernandes Coutinho entre 1785 e 1788. A caixa foi feita no local pelos artífices Salvador de Oliveira (entalhador), Antônio Teixeira Viana (entalhador), Antônio da Costa Santeiro (escultor), Antônio Rodrigues Penteado (marceneiro) e João Damaceno (marceneiro). A pintura e douramento foram feitas por Manuel Victor de Jesus, em1798. O órgão foi montado e afinado pelo Pe. Antônio Neto da Costa, e inaugurado em setembro de 1788 pelo organista Francisco de Paula Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Com o patrocínio da Petrobras, Itaú Cultural e Usiminas, o órgão foi restaurado entre 2005 e 2008. O mecanismo foi restaurado por Gerhard Grenzing na cidade de Barcelona, Espanha. A caixa foi restaurada no local (Tiradentes) pela empresa Anima. Nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2009 foi feita a entrega da restauração com missa solene, quando foi usado o órgão executado pelo organista espanhol Andrés Cea, com a participação do coro "VivAvoz". Em seguida  houve um concerto de gala pelo mesmo  organista. No domingo  a  programação musical foi repetida. Na missa e concerto foi executada a "Missa Breve" de Manuel Dias de Oliveira (1735-1813), compositor de Tiradentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A restauração foi feita através das Leis de Incentivo Cultural Estadual e Federal, sendo proponente a Sociedade Amigos de Tiradentes e gerenciado pelo Bureau  Cultural Santa Rosa, com apoio da Paróquia de Santo Antônio de Tiradentes e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZjBqyWRYrI/AAAAAAAAACc/NZ9v203Z7hY/s1600-h/IMG_1118%282%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZjBqyWRYrI/AAAAAAAAACc/NZ9v203Z7hY/s320/IMG_1118%282%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303201502042612402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;órgão fora da caixa, em fase final de restauração no atelier de Gehard Grenzing, em Barcelona&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-1500377667764680460?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/1500377667764680460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=1500377667764680460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1500377667764680460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1500377667764680460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2009/02/restauracao-do-orgao-da-matriz-de.html' title='Restauração do Órgão da Matriz de Tiradentes'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZi6qYJkeSI/AAAAAAAAACU/BzeF3CoZdR0/s72-c/%C3%B3rg%C3%A3o+%282009%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-1547700403145469960</id><published>2009-02-15T21:40:00.003-03:00</published><updated>2009-02-15T21:50:48.211-03:00</updated><title type='text'>Padre José Bernardino</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZi2kkCHF-I/AAAAAAAAACM/MtGRYOkAiZw/s1600-h/Pe.+Z%C3%A9+Bernadino.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZi2kkCHF-I/AAAAAAAAACM/MtGRYOkAiZw/s320/Pe.+Z%C3%A9+Bernadino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303189300492834786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pe. José Bernardino de Siqueira, vigário da Paróquia de Santo Antônio de Tiradentes, entre 1923 e 1956. Era natural de Itapecerica, e de Tiradentes foi para a Paróquia de José de Melo, próximo a Caeté. Quando vigário foi responsável pela reforma das igrejas da Santíssima Trindade, São Francisco de Paula, Bom Jesus da Pobreza, Santo Antônio do Canjica e da Capela rural de Nossa Senhora do Pilar do Padre Gaspar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-1547700403145469960?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/1547700403145469960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=1547700403145469960&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1547700403145469960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1547700403145469960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2009/02/padre-jose-bernardino.html' title='Padre José Bernardino'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SZi2kkCHF-I/AAAAAAAAACM/MtGRYOkAiZw/s72-c/Pe.+Z%C3%A9+Bernadino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-5895361437425882333</id><published>2009-02-02T19:00:00.006-02:00</published><updated>2009-02-16T13:54:00.037-03:00</updated><title type='text'>Seminário A Guerra dos Emboabas e o início da povoação na região do Rio das Mortes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298308645102148098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 440px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SYdfpB2x2gI/AAAAAAAAACE/YMy_hLQih6E/s400/prova.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-5895361437425882333?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/5895361437425882333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=5895361437425882333&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/5895361437425882333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/5895361437425882333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2009/02/seminario-guerra-dos-emboabas-e-o.html' title='Seminário A Guerra dos Emboabas e o início da povoação na região do Rio das Mortes'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SYdfpB2x2gI/AAAAAAAAACE/YMy_hLQih6E/s72-c/prova.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-4460815160073843175</id><published>2008-11-20T12:27:00.007-02:00</published><updated>2009-02-16T13:51:00.961-03:00</updated><title type='text'>Fotos de Tiradentes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270747473780417634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SSV05tt4JGI/AAAAAAAAABk/yeH6GeJObaA/s400/d%C3%A9cada+de+70.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;foto da década de 70&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279471511497634194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SURzXiyccZI/AAAAAAAAAB8/QHUYVIEjjLo/s400/Digitalizar0006.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279470777577387954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SURys0uON7I/AAAAAAAAAB0/dNy00uF7UhU/s400/Digitalizar0005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279470050890289602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SURyChmhEcI/AAAAAAAAABs/cJnI1TuM4gI/s400/Digitalizar0003.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SSV0YJB0DdI/AAAAAAAAABc/xnqS0A8AoB8/s1600-h/dÃ©cada+de+20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270746896996240850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SSV0YJB0DdI/AAAAAAAAABc/xnqS0A8AoB8/s400/d%C3%A9cada+de+20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;foto da década de 20&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SSV0D3o1pcI/AAAAAAAAABU/Kvhd_VcozRA/s1600-h/1948.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270746548730701250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SSV0D3o1pcI/AAAAAAAAABU/Kvhd_VcozRA/s400/1948.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; foto de 1948&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-4460815160073843175?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/4460815160073843175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=4460815160073843175&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/4460815160073843175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/4460815160073843175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2008/11/fotos-de-tiradentes.html' title='Fotos de Tiradentes'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SSV05tt4JGI/AAAAAAAAABk/yeH6GeJObaA/s72-c/d%C3%A9cada+de+70.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-1558361641320473485</id><published>2008-07-11T19:12:00.007-03:00</published><updated>2009-02-16T13:53:06.830-03:00</updated><title type='text'>Manoel Víctor de Jesus: Um pintor Mineiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfiXptq0eI/AAAAAAAAAAk/PY_CxhVQSPc/s1600-h/INSTITUTO.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221891188921651682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfiXptq0eI/AAAAAAAAAAk/PY_CxhVQSPc/s400/INSTITUTO.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfkcQh_3dI/AAAAAAAAAA8/_jN8SwRVEyI/s1600-h/inst.II.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221893467084414418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfkcQh_3dI/AAAAAAAAAA8/_jN8SwRVEyI/s400/inst.II.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfhgK9X0yI/AAAAAAAAAAc/hdkCfLXinn4/s1600-h/INSTITUTO.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221890235773211426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfhgK9X0yI/AAAAAAAAAAc/hdkCfLXinn4/s400/INSTITUTO.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-1558361641320473485?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/1558361641320473485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=1558361641320473485&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1558361641320473485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/1558361641320473485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title='Manoel Víctor de Jesus: Um pintor Mineiro'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfiXptq0eI/AAAAAAAAAAk/PY_CxhVQSPc/s72-c/INSTITUTO.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-7547334609593964727</id><published>2008-07-11T19:06:00.004-03:00</published><updated>2009-02-16T14:16:25.915-03:00</updated><title type='text'>Convite para a Exposição 180 anos de morte de Manuel Víctor de Jesus</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfk_067hsI/AAAAAAAAABE/leMdaPPmOMs/s1600-h/INSTITUTO9.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221894078148085442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfk_067hsI/AAAAAAAAABE/leMdaPPmOMs/s400/INSTITUTO9.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfl6G8BJ4I/AAAAAAAAABM/BCPDvYy4RTI/s1600-h/INSTITUTO5.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221895079416899458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfl6G8BJ4I/AAAAAAAAABM/BCPDvYy4RTI/s400/INSTITUTO5.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfablu67gI/AAAAAAAAAAM/x8lP4vFCQDU/s1600-h/INSTITUTO9.bmp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-7547334609593964727?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/7547334609593964727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=7547334609593964727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/7547334609593964727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/7547334609593964727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2008/07/convite-para-exposio-180-ano-de-morte.html' title='Convite para a Exposição 180 anos de morte de Manuel Víctor de Jesus'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wd6lkinJgos/SHfk_067hsI/AAAAAAAAABE/leMdaPPmOMs/s72-c/INSTITUTO9.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-7089871814372799615</id><published>2007-12-20T14:41:00.000-02:00</published><updated>2007-12-20T15:28:23.281-02:00</updated><title type='text'>Carta ao Excelntíssimo Dr. Juiz de Direito da Vara Civil da Comarca de São João Del Rei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meritíssimo Dr. Juiz de Direito da Vara Civil da Comarca de São João Del Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes, entidade fundada em 1977, com a finalidade de estudo da história local e defesa do patrimônio cultural, histórico e artístico vem manifestar-se quanto a ação de processo de registro tardio de Joaquim José da Silva Xavier, o processo n.º 625/05/48873-3, a que Vossa Excelência solicita nossa manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes considera que a história é uma ciência social e portanto evolui a luz de documentos e principalmente a partir de novas releituras e interpretações dos referidos documentos, do contexto e do pensamento de cada época. Portanto a história pode a qualquer momento ser reinterpretada, ser revisada, ser rescrita, reavaliada por professores, historiadores, intelectuais ou qualquer cidadão cujo pensamento é livre, e a expressão assegurada pelo direito democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa os membros de nossa instituição não ser assunto para ser dirimido em tribunais o registro de um personagem histórico, nascido há 260 anos. Não só porque a documentação eclesiástica não seja determinante para dirimir uma duvida histórica, como porque Joaquim José da Silva Xavier, O Tiradentes, patrono Cívico da nação brasileira esteja acima de uma polêmica de tão pouca importância diante da grandeza, do esplendor, do quilate de um bravo pregador e propagandista das idéias libertárias, contra a opressão do governo colonial português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que nenhum registro tardio (260 anos) poderá mudar o curso da história ou apagar a dúvida que paira sobre a interpretação documental, ou mesmo atenuar o fogo das vaidades intelectuais numa polêmica esteril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas cumpri-nos discordar da argumentação apresentada pelos ilustres colegas do Instituto Histórico e Geográfico de São João Del Rei no que tange ao território onde se localizava a fazenda ou sítio do Pombal, pertencentes ao casal Domingos da Silva dos Santos e Antônia da Encarnação Xavier, pais de José da Silva Xavier; na paragem chamada São Sebastião do Rio Abaixo, onde havia uma Capela dedicada a este santo, demolida por volta de 1832, onde Joaquim José fora batizado. Todo o território da vasta Comarca do Rio das Mortes certamente pertenceu ao Termo, como se denominava o município no período colonial, a Vila de São João del Rei quando ela foi criada a 8 de dezembro de 1713 até o dia 19 de Janeiro de 1718, quando foi criada a Vila de São José, no Arraial Velho pelo Governador de São Paulo e Minas o Conde de Assumar D. Pedro de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeida. Quando se criou a Vila de São José foi desmembrado de São João del Rei todo o território localizado a margem direita do Rio das Mortes, estendendo depois o termo até Congonhas do campo, Borda do Campo (atual Barbacena), Oliveira Pium-i, São Bento do Tamanduá (hoje Itapecerica) até atingir a divisa da Capitania de Goiás. Ainda no dia 28 de janeiro do referido ano de 1718 foi definido o limite entre as vilas de São João e São José, conforme atesta o Auto de Repartição abaixo transcrito do livro primeiro de Acórdãos e Criação da Vila de São José:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“TERMO DA REPARTIÇAM DESTA DESTRITO DA VILLA.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aos tres dias do mes de Fevereiro deste prezente anno de mil setesentos e dezoito annos nesta villa de Sam Joseph nas casas da camara della estando prezente o ouvidor geral desta Comarqua com os officiais da camara della o juiz ordinario o Capitam Manoel Dias Araujo, o capitam Mor Manoel Carvalho Botelho também juiz, os veriadores o capitam Domingos Ramalho de Brito,Manoel da Costa Souza, Constantino Alves de Azevedo e por empedimento do procurador asestiu o Sargento Mor Silvestre Marques da Cunha que para isso pellos ditos officiais da camara foi chamado, e sendo ahy pellos ditos officiais da camara foi dito e Requerido ao dito ouvidor geral que em virtode do despacho da petiçam ao Senhor General lhe nomeace o termo que devia ter esta [villa ] a que visto pello dito ouvidor lhe nomeia por [ termo ] de diviza o Rio das mortes da Banda de ca entrando pello Ribeiram chamado Alves por ser a verdadeira madre do dito Rio das mortes e que os mais eram braços [ do tal ] Rio e que outro sim eram os moradores desta freguezia e estarem em posse...[ desde a primeira criaçam sogeitos a freguezia de Santo Antonio a ] chamavam Arrayal Velho e que asim os moradores da banda do dito rio para ca sejam sogeitos a esta villa, e nesta forma ouve o termo della por divizado e de como os ditos officiais asim o aseitaram e o dito ouvidor assim lho repartio fiz este termo a que asignaram, eu Luiz de Vasconvellos Pessoa Escrivam da Ouvidoria Geral e correicam que o escrevi."&lt;br /&gt;Antº Olivª Leitão&lt;br /&gt;Manoel Dias de Araújo&lt;br /&gt;Mel Carvª Botelho&lt;br /&gt;Manoel da Costa Souza&lt;br /&gt;Constantino Alz de Azvº&lt;br /&gt;Silvestre Marques da Cunha&lt;br /&gt;Domingos Ramalho de Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Livro primeiro de Acórdãos e Criação da Vila de São José,1718 – 1722 – fls 1, 1vo ,, 2, 2vo. – Arquivo do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio das Mortes passa portanto a ser o único limite entre as duas vilas, o que irá colocar definitivamente a paragem de São Sebastião do Rio Abaixo e a fazenda do Pombal no termo da Vila de São José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È verdade que o Senado do câmara de São João del Rei tentou de todas as maneiras não só reduzir o termo de São José, mas representou a coroa contra a criação da própria vila, mas o rei D. João V manteve o ato do Capitão General Conde de Assumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de diminuir o termo da Vila de São José o ouvidor da comarca Valério da Costa Gouveia quis delimitar o território da vila a Sesmaria de meia légua em circunferência, fazendo peão no centro da vila, em 28 de março de 1718. O curioso é que ficava-lhe pertencendo os arraiais de Itaverava e Catas Altas da Noruega, hoje cidades do mesmo nome localizadas no vale do Rio Piranga. Como haveria distritos tão longes, sem continuidade de território?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ai uma confusão, pois a medição de 28 de março de 1718, refere-se apenas a Sesmaria concedida ao senado da câmara da Vila de São José para nela ter seus rendimentos, construir casas, aforando os terrenos como até a atualidade se faz e não definindo o território do município. Eis o teor da carta de Sesmaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Dom Pº de Almeida etc. faço saber aos q esta minha carta de Sesmra virem q havendo Rerpdo ao q me representou a Camra da Vª de S. Joseph do Rio das Mortes sobre necessitar de terras pª seos logradouros e utilide da camra , e haver ordenado S. Mag. der a cada Va destas Minas meya Legoa de terras em quadra pª nellas ter Rendm.to , com q suprirão as despezas publicas, e desejando mostrar, a dª camara a boa vontade com q atendo aos seos requerimentos , hey por bem fazer lhe m.ce em nome do dº Sr. de lhe conceder Sesmaria meya Legoa de terras sem prejuizo de tercros nehm haja moradores q prezte estejão cultivando as dª terras, a os quais Rezevarão os seos sitios com todas as vertentes q direitamto lhes pertecerem fora as quais se não poderão alargar sem licência da Camara . e todas as pessoas q na dª meya Legoa de terras fizerem casas serão obrigadas a pagar-lhe o foro e asim mesmo todas as q fizerem Rossas depois desta concessão pª que sejão suaves aos povos, os quais poderão tirar Lenhas das dªs terras pª o gasto de suas cazas, e no cazo q esta concessão possa servir de algum prejuízo a camara da Vª de S. João del Rey, podera a de S. Joseph inteirar q de cima como pª a de baixo. Pella q mando a todas (sic) as justiças desta capnia a q o conhecimento desta pertencer dem pose das terras referidas a dª camra na forma do estillo e fação cumprir, e guardar esta minha carta de sesmaria tão inteiramente como nella se conthem q por firmeza de tudo lhe mandei passar por mim assignada e sellada com o signete de minhas armas,a qual se registra nos livros da Sectrª deste governo e nos mais a q tocar. Dada em a Real Vª de Nossa Sra do Carmo aos sete dias do mez de marco de 1718 // Dom Pº de Almeida”&lt;br /&gt;(códice S.C. Nº 12 1717-1721, p. 6v – APM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas citadas feitas por Herculano Veloso (1) confirmaram a divisa o Rio das mortes. Uma assinada por Constantino Alves de Azevedo, em 15 de fevereiro de 1753, vereador que foi da primeira vereança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“... dividindo huma Villa da outra pello Rio a que hoje Chamão do Elvas dizendo os vereadores e juizes que aquele era o verdadeiro Rio das mortes....”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A seguinte atestação diz: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“... que vindo, em setembro ou outubro de 1719, o Exmo Dom Pedro de Almeida Conde de Assumar hoje Marquez de Alorna governador e capitam general destas Minas e Sam Paulo a esta villa e querendo decidir das divisas .... sobre a demarcação do termo ....determinou o dito Exmo Senhor a demarcaçam do termo de esta villa fosse por onde chamão o Rio das mortes..... e que dalhy para bayxo ficando sendo diviza do termo o mesmo rio...”(2)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A Câmara da Vila de São José continuou a manter a posse de seu território a margem direita do Rio das mortes, sempre obedecendo este limite natural, como atesta os seguintes documentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;· Nomeação de Domingos Xavier Fernandes, avô materno de Joaquim José da Silva Xavier para o cargo de provedor dos quintos do ouro do Arraial do Bichinho, em 1 de fevereiro de 1723.&lt;br /&gt;· Nomeação para o posto de Capitão do distrito de Itaverava a João Teixeira de Carvalho, em 16 de junho de 1723.&lt;br /&gt;· Nomeação de Caetano Pinto do Rego para capitão do distrito da caza Branca até a Borda do campo ( Barbacena), termo da Vila de São José.&lt;br /&gt;· Nomeação de Manoel Gonçalves Viana para capitão-mor do distrito de carijós, etc. Termo da Vila de São José, em 19 de setembro de 1725.&lt;br /&gt;· Nomeação de João Alves Preto para Sargento-mor de Lagoa Dourada, em 18 de outubro de 1726.2&lt;br /&gt;Quanto a região chamada Rio Abaixo ( São Sebastião e Santa Rita) onde se localizava a fazenda do Pombal há documentos da Câmara de São José que confirmam fazer parte do termo da Vila de São José, como o que se segue datado de 8 de Janeiro de 1747, portanto cerca de 3 meses após o nascimento de Joaquim José:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Fazemos saber aos moradores desta villa e seo termo que tem obrigação de tirar licença o fação os desta villa, corrego bichinho, Sam sebastião, Lagoa Dourada e Lage no mez de janeiro...”&lt;/em&gt; (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1746, quando nasceu o Tiradentes, foram nomeados para o cargo de Almotacel, para os meses de julho e Agosto os cidadãos Bernardo Alves de Meya e Domingos da Silva dos Santos “ moradores no termo da Villa O último como se sabe era o dono da fazenda do Pombal e pai do Tiradentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Ao primeyro dia do mês de julho de 1746 annos nesta villa de S. José Minas comarca do Rio das mortes em cazas de morada do Juiz ordinário que de prezente serve nesta mesma villa o Capitam Antonio Marques de Moraes aonde eu Escrivam adiante nomeado Juiz vindo e sendo ahi aparecerão prezentes Bernardo Alves de Meyva e Domingos da Silva dos santos pessoas eleitas pello senado da camara desta villa para servirem de Almotacés.....”&lt;/em&gt; (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano ainda foi eleito Almotacél Pedro Rois Arvelhos “&lt;em&gt;morador no Ryo Abayxo, termo da villa&lt;/em&gt;" (5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1754 Domingos da Silva dos Santos foi eleito vereador para o biênio de 1755/1756, na abertura do pelouro a 2 de dezembro de 1754. (6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se notar também que Domingos da Silva dos Santos casou-se em 1738, na matriz de Santo Antônio da Vila de São José, com Antônia da Encarnação Xavier, nascida e batizada na Vila de São José, filha de um dos primeiros moradores do Arraial velho Domingos Xavier Fernandes. Conforme certidão abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Joseph Barboza Pereira coadjuntor da freguezia de santo Antonio da Villa de São Joseph da comarca do Rio das mortes – certifico que revendo o Livro de assentos de cazamentos da freguezia da dita villa nelle a folhas oitenta e hum V. e oitenta e duas se acha hu to teor seguinte – Aos trinta dias do mez de junho de mil setecentos e trinta e oito annos na minha igreja matriz desta villa feitas as denunciações canonicas na forma do sagrado Concilio Tridentino não havendo impedimento com procizão do Reverendo vigário da vara desta comarca o Doutor manoel da Rosa Coutinho se cazarão m minha prezença com as palavras do prezente na forma do mesmo sagrado concilio Tridentino os contrahentes Domingos da Silva dos santos , natural da freguezia de Basto, arcebispado de Braga, filho legítimo de Andre da Silva e de Marianna da Motta, e Antônia Encarnaçam xavier, natural desta freguezia, filha legítima de Domingos Xavier Fernades e de maria de Oliveira Colaça – forão testemunhas Joseph Velozo do carmo, bernardo Rodrigues dantas, maria da Conceição Xavier e Ritta de Jesus Xavier, todos desta freguezia, de que fiz este assento. O vigário Doutor Joseph Nogueira Terraz – E não se contina no dito assento tirado do proprio livro a que me reposto e assim juro in verbo Sacerdotes Villa de S. Joseph aos 22 de junho de 1763 – Joseph barbosa Pereira.”&lt;/em&gt; (7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o avô materno de Joaquim José, Domingos Xavier Fernandes, como o pai Domingos da Silva dos Santos eram irmãos da irmandade do Senhor dos Passos, da Villa de São José e sempre estiveram ligados a vida política e religiosa de São José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Capela de São Sebastião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capela de São Sebastião do Rio Abaixo, localizada próxima a fazenda do Pombal, em local hoje não identificado servia aos moradores da região do Rio Abaixo que estavam longe das suas matrizes (Santo Antônio e Nossa Senhora do Pilar) deveria existir desde os primeiros decênios do setecentos, antes da capela de Santa Rita. Engana-se o escritor Eduardo Canabrava Barreiros ao localizá-lo a margem esquerda do Rio das Mortes, pois ela localizava-se em terrenos do Termo da Villa de São José, portanto na margem direita e recebia pasto espiritual do vigário da freguezia de Nossa Senhora do Pilar da Villa de São João del Rei. Ai começa a confusão pois a divisão administrativa não era a mesma da divisão religiosa, como até hoje ocorre. Vejamos o registro deixado no livro de atas da Câmara de São José, na sessão de 11 de abril de 1832:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...havendo de tempos antigos huma capella neste termo cita em as margens do Rio das Mortes com a vocação (SIC) de São Sebastião esta se demolio por falta de reditos para a sua sustentação, e os poucos desta pequenina aplicação sempre se tem entregado ao pasto espiritual da Freguezia da Villa de São João e por que o Rio das Mortes he diviza do termo e por se evitarem dúvidas em eleições inda comodo dos povos no melhoramento passando-se para a freguezia desta villa por ficarem izentos das passagens digo, ficando a pequena distância de duas legoas...”&lt;br /&gt;( atas da Câmara de São José. 1829-1832, fls.124 V.125. Arquivo da Câmara de Tiradentes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre ser lógico e aceitável ter o menino Joaquim José sido batizado na referida capela de São Sebastião, no termo da villa de São José e freguezia da matriz do Pilar de São João del Rei.&lt;br /&gt;Razões não faltaram para ser lá o batismo: era próximo da fazenda Pombal, onde deu-se o nascimento; estava na mesma margem direita do Rio das Mortes, não tendo que atravessar o recém nascido em canoa, ou ir até a ponte do Porto real a quase duas léguas e ainda pagar o pedágio cobrado lá. Lá na capela, naquela época havia um capelão- João Gonzalvez, e certamente era mais próxima que a de Santa Rita. Lógico também que o assento fosse lançado no livro da paróquia do Pilar de São João del Rei que cuidava do livro pasto espiritual da Capela de São Sebastião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próprio assento de batismo, lançado no livro de assentos de batizados da paróquia do Pilar, 1742-1749, fls. 151 V.º, livro este pertencente ao acervo da Biblioteca Nacional do Rio de janeiro, vendido que foi àquela instituição por Samuel Soares de Almeida, na primeira metade do século XX, não consta que a capela de São sebastião pertença ao termo da vila de São João del Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto julgamos que o Tiradentes nasceu e foi batizado na paragem do Rio Abaixo, termo da villa de São José e freguezia de São João del Rei.&lt;br /&gt;A capela como se viu do documento acima foi demolida antes de 1832 por falta se rendimentos para mantê-la e é tradição oral que a imagem do padroeiro tenha sido levada para a capela de Santa Rita do Rio Abaixo. Há poucos anos lá foi furtada uma imagem de São Sebastião que poderá ter sido testemunha do batizado do nosso herói Tiradentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro de registro de inventários da paroquia de Tiradentes consta no ano de 1852 o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Assim mais uma Imagem de São sebastião com quatro palmos de altura, com resplendor de prata com o peso de quarenta e três oitavas"&lt;/em&gt; (8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventário referente a Capela de Santa Rita do Rio Abaixo, então filial da matriz de Santo Antônio de Tiradentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois documentos posteriores ao nascimento do Tiradentes denunciam pertencer a fazenda do Pombal ao Termo de São José. Um deles é o testamento do Sargento-mor João Gonçalvez Chaves, falecido solteiro, em 02 de dezembro de 1759 e sepultado na capela de Nossa Senhora da Penha de França do Arraial da Laje ( hoje Resende Costa). No testamento o Sargento-mor declara que era morador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“ ...nesta paragem do Rio Abaixo Capella de São Sebastião fillial da matriz de Nossa Senhora do Pillar de Sam Joam del Rei comarca do Rio das Mortes e Termo da Villa de Sam Joseph, onde eu João Gonçalcez Chaves sou morador....”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(livro de óbitos da freguezia de Santo Antônio da Villa de S. José. 1746-1768. Fls. 356-362- Arquivo Paroquial de Tiradentes, hoje confiscado pelo bispo de São João del Rei.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O outro documento de importância é os autos de inventário procedido por morte de Antônia da Encarnação Xavier, sendo inventariante o seu viuvo Domingos da Silva dos Santos. O processo data de 1756, procedido no cartório da Villa de São José, onde esteve até o final do século XIX, quando foi extraviado e depois doado, em 1904 ao Instituto Histórico e Geográfico de Brasileiro, onde se acha. Nele consta claramente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...nesta paragem chamada o Sitio do Pombal no Rio Abaixo, termo da Villa de São José, nas casas de moradia do inventariante cabeça do casal Domingos da Silva dos santos.....”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;( Revista trimestral do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Tomo LXVI, parte I – 1º e 2º trimestre, Rio de Janeiro, Imprensa nacional 1904. P. 286)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no mesmo documento é citado entre os bens de raiz duas casas sitas na Villa de São José, em rua não mencionada, dividindo com o citado sargento –mor João Gonçalvez Chaves e com o Padre Miguel Rebelo Barbosa. Isto vem provar que o casal Domingos/Antônia, não só viviam na fazenda do Pombal, termo de São José del Rei como também tinham casa na Villa para aos domingos e dias santos passarem o dia, como era costume da época, como também para o vereador Domingos da Silva santos ter estadia, em época de sessões do Senado da Câmara.&lt;br /&gt;Há que citar ainda um outro documento datado de 03 de março de 1832, registrado no livro da Câmara de São José em que é citado os curatos para efeito de nomeação da Guarda nacional, que se refere ao Rio abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“... e a que antigamente pertencia a capella de São Sebastião que agora não existe e pertence a Villa de São João pelo Eclesiástico.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Livro de atas da Câmara de São José. 1829-1833, fls. 117/118. Arquivo da Câmara de Tiradentes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta anos antes há nomeação de Joaquim Pinto Góes e Lara, aparentado do com o Tiradentes, para Capitão da Companhia de Ordenanças da Capela de São sebastião do Rio Abaixo e suas vizinhanças; em 14 de novembro de 1801.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(livro de atas da Câmara, 1799-1803)- Arquivo Municipal de Tiradentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 12 de dezembro de 1757 faleceu Domingos da Silva dos Santos, procedendo o inventário de seus bens no cartório da Vila de São José, ficando o menino Joaquim José órfão de pai e mãe, com pouco mais de dez anos de idade, tendo certamente ficado sob os cuidados do irmão mais velho e das tias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das tias, Rita de Jesus Xavier, moradora na Vila de São José, vem a ser a mãe do importante botânico e editor Frei José Mariano da Conceição Veloso,, portanto primo de Joaquim José. Mas só quando completa 20 anos é que Joaquim José, provavelmente já tendo aprendido o oficio de tira dentes, com o seu padrinho Sebastião Ferreira Leitão, solicita as autoridades de colônia a sua emancipação para cuidar de sua herança e seus negócios, com consta do requerimento datado de 1767:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Diz Joaquim José da Silva Xavier, filho legítimo de Domingos da Silva santos, já defunto, e de sua mulher, Antônia da Encarnação Xavier, natural da Villa de São José, comarca do Rio das Mortes, distrito das Minas Gerais, que ele suplicante, se acha com vinte anos completos, como consta da certidão de idade inserta no instrumento junto; e porque estár vivendo tratando de negócios da fazenda e tem capacidade para governar e administrar os seus béns, como justificou perante o juiz dos órfãos daquele distrito, do que se lhe passou o dito instrumento junto, e como quer se digne Vossa Majestade conceder-lhe promissão de suplemento de idade, dispensando –lhe na lei, para com ela poder requerer a entrega a sua legitima, pede a Vossa majestade seja servido conceder-lhe a dita promissão. ERM. Joaquim Alves Muniz"&lt;br /&gt;Pagou na chancelana 880rs, Rio de janeiro 20/07/1761, Castelo Branco&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;(Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, vol. 9- Câmara dos Deputados, Brasília, 1977 p. 14 e15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referido requerimento foi despachado no dia 15 de julho de 1767, em nome do Rei D. José I, concedendo carta de emancipação e “&lt;em&gt;idade legitima&lt;/em&gt;”. Mas o que importa para o presente neste documento que o próprio Tiradentes ter-se declarado “&lt;em&gt;natural da Vila de São José&lt;/em&gt;”, e este documento foi omitido na inicial apresentada pelo IHG de São João del Rei ao senhor juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ainda preciso justificar que a maioridade no século XVIII só se dava aos 25 anos, por isso o Tiradentes pediu emancipação aos 20 anos. Agora vejamos o comentário do Souto historiador dos Tarquinio José Barbosa de Oliveira ao pé da página onde se publicou tal documento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Tiradentes foi batizado na freguezia de São Sebastião do Rio Abaixo a 12/11/1746; nasceu na Fazenda do Pombal, próxima ao Arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, pertencente ao termo da Vila de São josé, por sua vez compreendida na comarca do Rio das Mortes com sede em São João del Rei”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Auto de Devassa, cit., p. 15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhece pois Tarquinio que a fazenda do Pombal pertencia ao termo de São José. Daí para frente não aparece mais declarações de Joaquim José a respeito de seu local de origem ,a não ser no interrogatório datado de 22 de maio de 1789 quando é perguntado sobre sua identidade que respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“se chamava Joaquim José da Silva Xavier, filho de Domingos da Silva dos Santos, e de sua mulher Antônia da Encarnação Xavier, natural do Pombal termo da Vila de São João del Rey, capitania de Minas Gerais, e que tinha quarenta e hum anos de idade.....”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Autos de Devassa, Arquivo Nacional, códice n.º 5, volume 5, folha 2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá o escrivão ter anotado São João del Rei em lugar de São José del Rei ou o próprio Tiradentes ter declarado Pombal, termo da Comarca de São João del rei, pois ele se equivoca sobre sua própria idade, pois pelo assento de batizado teria neste ano de 1789 a idade de 43 anos. Se considerarmos a declaração acima ele teria nascido em 1748, como se acreditou durante muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o século XIX e inicio do XX, acreditou-se que o Tiradentes havia nascido na Vila de São José, é a cidade de São José que vinham os intelectuais e propagandistas da republica promover sessões cívicas em honra ao herói, na casa do inconfidente Padre Toledo. Mas é o inflamado escritor Antônio da Silva Jardim, que em 1889, em discurso que sugere mudar o nome do rei português (D. José I) para o herói Tiradentes, o que se dará por decreto de José Cezário Alvim, governador provisório de Minas em 6 de dezembro de 1889, com o nº 3. Como disse Ângelo Oswaldo de Araújo Santos ,atual prefeito de Ouro Preto. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre Silva Jardim, no dia 21 de abril de 1890 profere um memorável discurso em homenagem ao Tiradentes, como programação do “ Clube Tiradentes” fundado por um antigo morador da cidade de São José del Rei, no Salão do Cassino fluminense, em que diz a respeito do herói:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não podia dizer, como César, que provinha dos reis, que eram senhores do mundo, nem dos deuses, que eram os senhores dos reis. Nascera de uma modesta família de São José del Rei, em Minas Gerais família parca em glórias e fazendas.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Tiradentes, discurso lido por Silva Jardim na Sessão Solene do Club Tiradentes, em homenagem ao patriota Matyr, na noite de 21 de abril de 189, Rio de Janeiro, Ty. De G. Leuznger e Filhos, 1890. P. 21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Tiradentes sempre teve estreita relação com a figura do protomártir da independência brasileira, deste o século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1892, quando se comemorou o primeiro centenário de morte do herói, foi criada na cidade a Sociedade Comemorativa do Centenário do Tiradentes presidida pelo Comendador Carlos José de Assis, que promoveu grandes solenidade em torno do 21 de abril, com uma sessão magna nos salões da casa do Pe. Toledo, procissão cívica e uma solene missa de requiem pela morte do herói. Foi ainda essa sociedade que promoveu a construção de um monumento ao herói, colocado no centro do Largo das Forras, que passou a se chamar praça da Liberdade. (9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1894 as ruas da cidade recebeu os nomes do Tiradentes, do Pe. Toledo, do Resende Costa entre outros. Foi o primeiro monumento erigido ao Tiradentes na região do Rio das Mortes e o segundo erigido no estado de Minas gerais, somente posterior a Coluna Saldanha Marinho, em Ouro Preto, substituída em 1894 pelo monumento atual.&lt;br /&gt;No ano de 1992 foi montada nova comissão Comemorativa do Bicentenário da Morte de Tiradentes, tendo promovido missa solene, na matriz de santo Antônio, celebrada pelo presidente da CNBB D. Luciano Mendes de Almeida e concelabrada por D. Serafim Fernandes de Araújo, cardeal de Belo Horizonte e outros seis bispos e quarenta padres da diocese e da província eclesiástica de Juiz de Fora. Assistiu a cerimônia o Vice- presidente da República Itamar Franco e o Vice governador de Minas Arlindo Porto. Houve ainda uma apresentação da esquadrilha da fumaça, chuva de rosas sobre a cidade, salva de 12 tiros pelo exercito brasileiro e sessão Solene da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.&lt;br /&gt;Por fim temos a dizer a respeito do livro do Sr. Eduardo Canabrava Barreiros – As Vilas del Rei e cidadania do Alferes, José Olimpo do Rio de Janeiro , 1977 que o próprio autor revela na introdução Ter sido o livro encomendado pela Câmara municipal de São João del Rei, especialmente pela vereadora Alba Lombardi, com o intuito claro de dar razão aos que defendem ter Joaquim José da Silva Xavier, nascido em São João del rei. É curioso o autor ter citado tantos documentos e não Ter se que referido a petição de Joaquim José datada de 1767, quando se declara natural da Villa de São José. Parece omissão proposital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, citamos o artigo do professor de história e publicitário Yves Gomes Ferreira Alves, sócio do IHG de Tiradentes, falecido em 1996:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“que isso ocorra no âmbito do estudo da historia local é perfeitamente compreensível. Ir além expor-se a um jornalismo sensacionalista que pode levar ao ridículo o esforço edificante daqueles que, nas duas cidades, se empenham, atualmente, em construir um programa comemorativo à altura do evento de 21 de abril.&lt;br /&gt;Afinal Tiradentes é tão mineiro nascido em São João quanto em São José. Há muito ele não pertence só a Minas Gerais. Pertence a todos que, neste momento, querem reverenciá-lo realmente.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Yves Alves – Pelo Amor de Deus não Esquartejem, O Tiradentes outra vez, jornal do Bicentenário do Martírio de Tiradentes, Tiradentes, MG-21 de abril de 1992)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pelo exposto fica claro que o Instituto Histórico e geográfico de Tiradentes não concorda com a argumentação apresentada pelo seu congênere de São João Del Rei e continuará a afirmar, baseado no acima escrito que Joaquim José das Silva Xavier, herói maior da nação brasileira, o cavaleiro liberdade, nasceu em solo sagrado da VILLA DE SÃO JOSÉ DEL REI, no estado de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o pensamento geral de seus conterrâneos tiradentinos de nascimento e de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalma Fernandes Ferreira&lt;br /&gt;Presidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olinto Rodrigues dos Santos Filho&lt;br /&gt;Vice presidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogério de Almeida&lt;br /&gt;1º Secretário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondina Rodrigues do Rosário&lt;br /&gt;1º tesoureira&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A- Fontes Primárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Arquivo do IHG de Tiradentes&lt;br /&gt;- Livro primeiro de Acórdãos e Criação da Vila de São Joseph. 1718-1722&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Arquivo da paróquia de Santo Antônio de Tiradentes&lt;br /&gt;- Livro de óbitos. 1746-1768&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Arquivo da Câmara Municipal de Tiradentes&lt;br /&gt;- Livro de Atas. 1829-1833&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Arquivo Público Mineiro&lt;br /&gt;- códice S.C n.º 12- 1717-1721&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B- Livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veloso, Herculano. Ligeiras memórias sobre a Vila de São José e seu Termo nos tempos coloniais, BH, Imprensa oficial, 1955.&lt;br /&gt;- Barreiros, Eduardo Canabrava. As Vilas del Rei e a cidadania de Tiradentes, Rio de Janeiro, José Olímpio, 1976.&lt;br /&gt;- Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, Brasília, Câmara dos Deputados, 1977.&lt;br /&gt;- Jardim, Silva. Tiradentes, discurso lido por... na sessão solene do Club Tiradentes, em homenagem ao patriota mártyr na noite de 21 abril de 1890, Rio de Janeiro, tipografia G. Leuznger e filhos, 1890.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C- Periódicos&lt;br /&gt;- Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo LXVI, parte 1, 1º e 2º trimestre, Rio de Janeiro, imprensa nacional, 1904.&lt;br /&gt;- Jornal do Bicentenário do Martírio de Tiradentes, Tiradentes, MG, 21 de abril de 1992.&lt;br /&gt;- Revista do Arquivo Público Mineiro, ano XXIV, BH, imprensa oficial, 1933.&lt;br /&gt;(Basílio de Magalhães- Estudos Históricos- Controvérsias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D- Diversos&lt;br /&gt;- Almeida, Samuel Soares. Limites de São João e São José, notas datilografadas, copiadas pelo cônego Trindade, 1950- Arquivo 13ª SR IPHAN/MG.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1) Veloso, Herculano- Ligeiras memórias sobre a Vila de São José e seu Termo nos tempos coloniais, BH, Imprensa oficial de Minas Gerais, 1955. P.18,19,36,37.&lt;br /&gt;(2) Veloso, Herculano- Ligeiras memórias sobre a Vila de São José e seu Termo nos tempos coloniais, BH, Imprensa oficial de Minas Gerais, 1955. P.18,19,36,37.&lt;br /&gt;(3) Veloso, opcit,P.36&lt;br /&gt;(4) Veloso, opcit ,P. 36&lt;br /&gt;(5) Veloso, opcit,P.37&lt;br /&gt;(6) Veloso, opcit ,P. 37&lt;br /&gt;(7) Veloso, opcit,P.33&lt;br /&gt;(8) Livro de registros das Capelas e tombos de São José del Rei. 1852-1875,fl. 27 – Vº APT&lt;br /&gt;(9) Santos Filho, Olinto Rodrigues dos. São José del Rei: República e Tiradentes, in Jornal do Bicentenário do Martírio de Tiradentes, Tiradentes, 21 de abril de 1992. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-7089871814372799615?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/7089871814372799615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=7089871814372799615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/7089871814372799615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/7089871814372799615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2007/12/carta-ao-excelntssimo-dr-juiz-de.html' title='Carta ao Excelntíssimo Dr. Juiz de Direito da Vara Civil da Comarca de São João Del Rei'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-116036179232255606</id><published>2006-10-08T23:41:00.000-03:00</published><updated>2006-10-14T22:58:25.686-03:00</updated><title type='text'>A Inconfidência Mineira e a Cidade de Tiradentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vila de São José del Rei, atual cidade de Tiradentes, foi, no século XVIII, um dos mais importantes centros urbanos de Minas Gerais. Sua participação na Inconfidência Mineira foi das mais relevantes. O Vigário Pe. Carlos Toledo, em dos mais ativos dos conspiradores, era homem de cultura e sua biblioteca, embora inferior à do cônego Luís Vieira da Silva, destacava-se pelo número de dicionários, pelos volumes de Gramática, pelas obras de Direito, Teologia, História Sagrada, Moral e clássicos em geral. Pe. Carlos de Toledo portou-se, nos interrogatórios, com uma dignidade só superada por Tiradentes. Pe. Toledo foi o único, além do Alferes, que não procurou incriminar os companheiros de infortúnio. Ainda tentou quando pôde despistar os inquiridores.&lt;br /&gt;Luis Vás de Toledo Piza, Irmão do Pe. Carlos, era Sargento-mor do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de São José, onde exercia o cargo de Juiz de Órfãos. Foi um dos onze réus condenados à morte, na primeira sentença e, na Segunda, a degredo perpétuo.&lt;br /&gt;José de Resende Costa, pai, e José de Resende Costa, filho, moravam no arraial da Laje (atual cidade de Resende Costa), então no termo da Vila de São José. Ambos foram condenados à morte na primeira sentença e, na Segunda, a degredo por dez anos.&lt;br /&gt;Vitoriano Gonçalves Veloso, natural da Vila de São José, era Alferes do Regime dos Parodos. Desenvolveu notável atividade, depois da prisão de Tiradentes, a levar avisos aos demais inconfidentes da prisão do Alferes. Foi condenado e degredo por dez anos.&lt;br /&gt;João Dias da Mota era Capitão do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de São José. Morava no Engenho do Campo, pertinho da Vila. Foi condenado a dez anos de degredo, na primeira sentença, pena confirmada na Segunda.&lt;br /&gt;Francisco Antônio de Oliveira Lopes morava na sua fazenda da Ponta do Morro. Herculano Veloso equivocou-se ao supor que o nome primitivo da Vila de São José fora Ponta do Morro. Ora, fundado o arraial de Santo Antônio, que fora elevado a Vila com o nome de São José del Rei, continuou a existir a Ponta do Morro, então no termo da Vila.&lt;br /&gt;Francisco Antônio de Oliveira Lopes era Coronel do Regimento de Cavalaria Auxiliar de São José, foi condenada à morte na primeira sentença e, na segunda, a degredo perpétuo.&lt;br /&gt;Da. Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, mulher de Francisco Antônio de Oliveira Lopes, bem mais inteligente e mais instruída que o marido, foi quem escreveu os bilhetes aos inconfidentes, com o aviso da prisão de Tiradentes. O Dr. Tarquínio J. Barbosa de Oliveira a considerava a grande heroína da Inconfidência Mineira. Ela nasceu na vila de São José, filha do Capitão-mor Pedro Teixeira de Carvalho, nome muito ligado à história da Vila. O Visconde de Barbacena não a e perdoou. Ordenou ao Ouvidor da comarca do Rio das Mortes, Luís Ferreira de Arújo de Azevedo que nos seqüestros respeitasse a meação de Da. Bárbara Eliodora, mulher de Alvarenga Peixoto, mas nos do casal Francisco Antônio de Oliveira Lopes – Hipólita Jacinta Teixeira de Melo fosse realizado o sequestro de todos os bens sem respeitar a meação da mulher. Mas Da. Hipólita reagiu, lutou bravamente, digiriu requerimento até a D. Rodrigo de Souza Coutinho, Conde de Linhares, Ministro da Marinha e Ultramar e conseguiu salvar sua meação, ou melhor, o patrimônio que herdara de seu pai, Capitão-mor Pedro Teixeira de Carvalho. No seu testamento, Da. Hipólita determinou a celebração de 200 missas por alma de seus pais, 150 missas por alma de seu marido, alforriou mais de um dezena de escravos e, para alguns, ainda deixou dinheiro.&lt;br /&gt;Antônio de Oliveira Lopes era piloto, isto é, medidor de sesmarias, nomeado pela Câmara de São José. Foi condenado na primeira sentença a degredo perpétuo, reduzido a dez anos, na Segunda.&lt;br /&gt;Há ainda a figura de Claro José da Mota, cheia de mistérios, homem que fazia a ligação de Minas com São Paulo. Esse homem desapareceu e, apesar de todas as diligências, não conseguiu ser preso.&lt;br /&gt;Foram 26 os réus condenados pela sentença da Alçada. Desses, dois o foram por denúncia falsa, isto é, nada tinha a ver com a inconfidência Mineira. Foram, portanto, em número de 24 as vítimas do movimento. Desses 24, 13 eram da Comarca do Rio das Mortes. Desses 13, a maioria pertencia à freguesia e termo da Vila de São José. A Vila de São José era, pois, o maior foco conspirador e o mais importante centro da Inconfidência Mineira.&lt;br /&gt;Resta um comentário a respeito do líder do movimento, o proto - mártir da independência. Não pretendemos colocar lenha na polêmica sobre a naturalidade do Alferes Xavier. Queremos apenas transcrever o trecho inicial do testamento feito pelos pais de Tiradentes, em 1751, Domingos da Silva dos Santos e Antônia da Encarnação Xavier. “Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo, três Pessoas distintas e um só Deus verdadeiro... no ano do nascimento de N. S. Jesus Cristo, de 1751, em casa de morada de Manuel Goulart, nesta vila de São José, onde nos achamos, Domingos da Silva dos Santos e minha mulher, Antônia da Encarnação Xavier, moradores que somos em Rio Abaixo, no nosso sítio chamado Pombal, freguesia e termo desta vila...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Waldemar de Almeida Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-116036179232255606?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/116036179232255606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=116036179232255606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036179232255606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036179232255606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/10/inconfidncia-mineira-e-cidade-de.html' title='A Inconfidência Mineira e a Cidade de Tiradentes'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-116036169660255463</id><published>2006-10-08T23:40:00.000-03:00</published><updated>2006-10-14T22:58:10.193-03:00</updated><title type='text'>A Cidade do Alferes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mais sentida homenagem que já se tributou ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier, entre tantos monumentos e títulos que lhe têm sido atribuídos, ainda é a que nasceu da emoção de Silva Jardim, na aurora da República. Graças ao seu apelo, o terceiro ato assinado pelo primeiro governador republicano de Minas, Cesário Alvim, em 6 de dezembro de 1889, transformou a legendária Vila de São José del Rei em Cidade de Tiradentes.&lt;br /&gt;Dois séculos depois de seu martírio, em meio às lições de liberdade e cidadania legadas pelo precursor da Independência, o grande tributo que continuamos a lhe dever será, certamente, o da preservação e valorização da cidade que ostenta o nome do Tiradentes. Aos pés da Serra de São José, estende-se o santuário cívico em que arte e história guardam a consciência do Brasil.&lt;br /&gt;Conservar Tiradentes não é manter a cidade em redoma que lhe inviabilize o desenvolvimento. Assim como cultuar o Tiradentes não é perder-se numa retórica alheia aos conflitos da realidade brasileira, salvaguardar sua cidade significa apenas respeito aos bens culturais e naturais que a particularizam no elenco de centros urbanos do País.&lt;br /&gt;A ganância e a esperteza de alguns poucos, não podem prevalecer sobre o compromisso nacional do Povo Tiradentino com a defesa de um patrimônio que, pertencendo a cada morador da cidade, é igualmente um parte da alma de todos os brasileiros. Um programa efetivo, nesse sentido, é a homenagem que cabe às gerações deste bicentenário.&lt;br /&gt;Celebramos, aqui, a presença viva do Tiradentes. Joaquim José da Silva Xavier projeta sua herança sua herança em cada trecho da cidade que nos cumpre amar e proteger. O bicentenário do sacrifício do patrono cívico da Nação é um convite à união de todos também em favor da Cidade de Tiradentes. Ela é força espiritual de Minas e do Brasil à espera de nossa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ângelo Oswaldo de Araújo Santos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-116036169660255463?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/116036169660255463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=116036169660255463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036169660255463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036169660255463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/10/cidade-do-alferes.html' title='A Cidade do Alferes'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-116036151013597479</id><published>2006-10-08T23:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-14T22:57:40.886-03:00</updated><title type='text'>Padre Toledo</title><content type='html'>Padre Carlos Correia de Toledo e Mello era paulista de Taubaté, nascido em 1731, filho de Timóteo Correa de Toledo e Ursula Isabel de Mello. Dois de seus irmãos foram religiosos, Pe. Bento Cortes de Toledo, seu coadjutor em São José do Rio das Mortes e frei Antônio de S. Vasula Rodovalho, bispo de Angola. Seu pai depois de viuvo tornou-se padre e duas irmãs eram freiras.&lt;br /&gt;Toledo foi nomeado para a paróquia de Santo Antônio da Vila de São José em 1776, assumindo efetivamente em 1777 esta imensa e rentável freguesia. Tentando retomar a capela de São Bento do Tamanduá, hoje Itapecirica, que havia se tornado paróquia, cria imensa confusão, invadindo a igreja e administrando os sacramentos. O caso vai parar na mesa Consciência e Ordens de Lisboa, em alentado processo. Viveu com a família em um palacete, na Vila de São José, situada na Rua do Sol, hoje museu.&lt;br /&gt;A época da Inconfidência o vigário possui a casa na vila de São José com cavalariça, oficinas avaliadas em 3.6000$000 réis; a Fazenda da Laje com casas, moinho e engenho; terras mineiras no Arraial de São Tiago (hoje cidade) em sociedade com Manoel Rodrigues Pacheco de Morais; uma biblioteca com 105 volumes; 31 escravos, dos quais 2 eram músicos. A casa tinha excelente mobiliário como sofás, mesas de jogos, uma cama baldaquino de damasco e cabeceira dourada, cadeiras, mesas, espreguiçadeiras. Na decoração havia um retrato do rei Dom José com dossel vermelho. A sua prataria estava penhorada no cofre dos ausentes da Vila de São José, onde ele tinha tomado empréstimo. Entre os papéis haviam um livro de dividas dos paroquianos.&lt;br /&gt;Toledo foi um dos mais atuantes no malogrado movimento, tendo aliciado mita gente e ido várias vezes a Vila Rica para encontrar os companheiros daquela comarca. Para o levante prometeu mandar 150 homens montados, todos de suas fazendas e minerações.&lt;br /&gt;Toledo convidou para a revolta os Resende Costa, o Cel. Oliveira Lopes e o delator Correia Pamplona.&lt;br /&gt;Quando soube da prisão de Tiradentes em maio, no Rio, tentou levantar os ânimos do Cel. Francisco Antônio, mandou recados a Vila Rica, ao comandante Francisco de Paula que deflagrasse o movimento, fosse como fosse porque “era melhor morrer com a espada na mão que como um carrapato na lama”. Nada conseguiu e foi preso quando fugia para sua fazenda da Laje. Nos interrogatórios tentou ocultar a verdade, mas acabou falando tudo, mas sem acusações, além do Silvério dos Reis. Foi deportado para Portugal sem saber sua sentença, ficando preso na Fortaleza de São Julião da Barra e depois levado para a clausura dos francis-canos de Lisboa, onde hoje é a Academia de Belas Artes da Universidade de Lisboa e lá faleceu em 1803. Na Vila de São José se celebrou as missas de costume por sua alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-116036151013597479?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/116036151013597479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=116036151013597479&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036151013597479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036151013597479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/10/padre-toledo.html' title='Padre Toledo'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-116036140666648600</id><published>2006-10-08T23:35:00.000-03:00</published><updated>2006-10-08T23:45:55.816-03:00</updated><title type='text'>Os Delatores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Silvério dos Reis Montenegro passou à história como principal delator da inconfidência. Era homem abastado, com várias fazendas na região de Barbacena, contratador de entradas e grande devedor à coroa. Após a inconfidência não teve sossego pois o povo o perseguia. Em 1790 sofreu um atentado a bala no Rio de Janeiro. Viu um homem ser espancado em frente a sua casa, confundido com ele, tentaram incendiar seus armazéns. O povo o insultava na rua. Declarou que não podia viver em minas. Foi para Portugal, depois voltou ao Brasil, para morar em São Luiz do maranhão, onde morreu.&lt;br /&gt;Inácio Correia Pamplona era um grande fazendeiro e desbravador do sertão do triângulo mineiro, terrível Capitão do mato, vivia em sua fazenda do Mendanha, em Lagoa Dourada. Depois de denunciar a inconfidência, não recebeu regalia alguma e em seu testamento reclama do Visconde de Barbacena e declara textualmente em 1806 que “ Pelo ódio que todo o povo me tem, parece-me que hei de morrer assassinado...” e sei que meu filho mesmo, depois de visto este testamento, maior há de ser ódio que todo o povo do Brasil lhe há de Ter, só por ser filho de tal pai...”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-116036140666648600?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/116036140666648600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=116036140666648600&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036140666648600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036140666648600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/10/os-delatores.html' title='Os Delatores'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-116036130089025264</id><published>2006-10-08T23:31:00.000-03:00</published><updated>2006-10-08T23:43:34.623-03:00</updated><title type='text'>São José de Rei: República e Tiradentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na Vila de São José, nome dado em homenagem ao infante D. José, que nasceu, em 1746, Joaquim José da Silva Xavier. O pai de Joaquim José era o português Domingos da Silva Santos, estabelecido na região há bom tempo, tendo exercido cargos públicos como vereador no Senado da Câmara e Almotacel.&lt;br /&gt;Este Domingos foi casado com Antônia da Encarnação Xavier. O casamento ocorreu na Matriz de Santo Antônio da Vila de S. José, em 30 de junho de 1738. Antônia da Encarnação, nascida em 1721, na mesma vila, era filha de Domingos Xavier Fernandes, um dos primeiros habitantes do Arraial Velho do Rio das Mortes.&lt;br /&gt;Joaquim José vai se tornar o conhecido alferes Tiradentes, depois de muitas andanças por Minas e Rio. Progador das idéias da Conjuração Mineira, intentada pela intelectualidade e fazendeiros – mineradores das comarcas de Vila Rica e Rio das Mortes. Apaixonado pelas idéias de liberdade da pátria mineira, o alferes tornou-se figura impar dentro do movimento, inspirado nas idéias iluministas francesas, sonhava com a república e trazia consigo uma tradução francesa de uma coletânea das leis das colônias inglesas na América do Norte. Debelado o movimento, presos os acusados, processados e mofando nos cárceres da Ilha das Cobras, durante três anos, o Tiradentes chama para si, nos depoimentos, a responsabilidade maior do malogrado levante, eximindo Tomás Antônio Gonzaga, que dizem tratavam das leis da nova nação. Na Segunda metade do século XIX, já no reinado do nosso Pedro II, o historiador Joaquim Norberto de Souza e Silva, faz o primeiro estudo sobre a Inconfidência Mineira e o Tiradentes, muito sob a visão de monarquista e sem querer desagradar o seu imperador, homem querer desagradar o seu imperador, homem pacato e amigo da intelectualidade.&lt;br /&gt;Com a fundação em 1870, no Rio de Janeiro, do partido Republicano, lançando o manifesto republicano, inicia-se efetivamente a propaganda da república. Lança o jornal “A República” e muitos dos históricos defensores daquele ideal se agregam em torno dele. É aqui que a figura ímpar de Joaquim José da Silva Xavier desponta irreversivelmente como herói nacional, símbolo e precursor do ideal republicano.&lt;br /&gt;Em 1872 o Dr. Pedro Bandeira de Gouvêa lança na imprensa carioca uma campanha para erigir um estátua ao herói. Abre-se uma subscrição popular. A iniciativa de Bandeira Gouvêa é atacada com ímpeto por Joaquim Noberto e segue-se uma polêmica na imprensa da época. Bandeira Gouvêa reúne artigos num opúsculo publicano no mesmo ano.&lt;br /&gt;Neste final de século XIX, o abolicionista e republicano Angelo Agostini, imigrante italiano, mas comprometido com as idéias de liberdade brasileira, desenha e faz publicar a primeira representação do Tiradentes. Como não havia registro algum da figura do herói mineiro, Agostini idealiza uma figura do herói mineiro, Agostini idealiza uma figura de cabelos e barba longos lembrando a figura de Cristo, imagem que se vai multiplicar e persistir até os dias atuais, embora de longe não corresponda à realidade dos costumes e usos dos fins do século XVIII.&lt;br /&gt;Em 21 de abril de 1881, um grupo de republicanos funda no Rio de Janeiro o “Clube Tiradentes”, sob a direção de Antunes, natural de S. José del Rei, de longa duração, que além de divulgar o ideal republicano, cultuava a memória do mineiro ilustre.&lt;br /&gt;Ainda na década de 1880, um grupo de republicanos ligados ao Clube Tiradentes, viaja a Minas e faz uma “romaria cívica” à terra do herói. Estes republicanos vêm encontrar na Velha Cidade de S. José del Rei, a casa do vigário Pe. Carlos Corrêa de Toledo e Melo, um dos inconfidentes, que àquela época acreditava-se tratar da casa do próprio Tiradentes.&lt;br /&gt;Ali, os republicanos fizeram Sessão Cívica em louvor ao Tiradentes e pregaram o advento da república. Ainda neste período, imediatamente anterior à proclamação da República, o grupo de propagandista do novo regime descobriu no Cartório de S. José del Rei, o inventário dos bens dos pais do Tiradentes, documento posteriormente extraviado, e hoje no arquivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Este documento veio a estabelecer o local do nascimento do herói em São José del Rei. No ano de 1889, Dr. Sampaio Ferras, profere uma conferência no aniversário da morte do Tiradentes, como noticiou o jornal republicano “Pátria Mineira” de S. João del Rei, no seu número inaugural do referido ano. A nota publicada no jornal diz sobre a casa do Pe. Toledo, o seguinte: “esta casa costuma ser visitada nestes dias pelas pessoas que veneram a memória gloriosa dos inconfidentes, e nela já se tem celebrado sessões comemorativas do aniversário do proto-Martyr”.&lt;br /&gt;No dia 23 de abril de 1889, Silva Jardim, o líder republicano mais exaltado e que acreditava no advento do novo regime através da mobilização popular, em visita a São João del Rei, tentou falar ao povo e foi agredido com pedradas, no Grande Hotel, onde se hospedava. Neste mesmo dia, Silva Jardim chega a Estação de São José del Rei (hoje Tiradentes) pelo trem da Estrada de Ferro Oeste de Minas e lá mesmo faz um inflamado discurso republicano, em que sugeriu que o nome da terra natal de Joaquim José da Silva Xavier fosse mudado de São José del Rei, que lembravam o nome de um rei português, para Tiradentes, em homenagem ao maior herói da nação.&lt;br /&gt;Com os acontecimentos dos dias 15 e 16 de novembro de 1889, que tornaram realidade a República, não pela ação popular, mas pela mão dos militares descontentes, a província de Minas torna-se Estado da Federação. Coube ao segundo governador provisório do Estado, o Dr. José Cesário de Faria Alvim, assinar o ato número 03, datado de 6 de dezembro de 1889, que mudou o nome de São José del Rei para Tiradentes, propulsionado pelo ilustre estadista mineiro Dr. João Pinheiro da Silva Jardim no início do ano. O ofício que comunica o aludido ato ao presidente da Câmara, o Barão de Itapicirica, é o seguinte: “Comunico, para Vosso conhecimento a fim de que torneis público por editaes, que por ato desta data, determinei que essa cidade e município passe a ter a denominação Cidade e município de Tiradentes. Saúde e fraternidade. José Cesário de Faria Alvim”.&lt;br /&gt;Só no dia 28 de dezembro de 89 que o presidente da Câmara Municipal expede edital comunicando a substituição do nome da cidade e vai aparecer na imprensa sanjoanense em janeiro de 1890. “O Pátria Mineira” publica o edital nos números 34, 35 e 36 do referido ano de 90.&lt;br /&gt;É na cidade de Tiradentes que, em junho de 1890, o Clube Republicano local, apresenta proposta aos membros dos Conselho da Intendência para a mudança dos nomes das ruas centrais para os nomes dos inconfidentes como: Rua de Cima para Rua Padre Toledo; Rua das Forras para Resende Costa; Largo das Forras para Inconfidência; Largo do Passo (Largo do Ó) para Vitoriano Veloso.&lt;br /&gt;Em 1892, organiza-se com entusiasmo na cidade a Sociedade Comemorativa do Centenário do Tiradentes, capitaneada pelo comendador Assis, seguido do promotor público da recém criada comarca, o Sr. Presalindo Lery dos Santos.&lt;br /&gt;Em 1932 a prefeitura local resolveu reformar o monumento e encomendou ao artista popular Antônio Gomes um busto de Tiradentes, que substituiu a urna funerária existente na coluna, e ainda foram, acrescentadas 16 rosetas nas faces das bases. Em 1942 colocou-se uma efígie do mártir em uma das faces do monumento, por ocasião da primeira jornada do Fogo Cívico da Pátria.&lt;br /&gt;A festa que se realizou no dia do centenário da morte de Tiradentes foi muito concorrida e divulgada na imprensa sanjoanense e no “Minas Gerais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olinto Rodrigues dos Santos Filho&lt;br /&gt;Pesquisador do IBPC, Sócio do IHGT e Presidente da SAT.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-116036130089025264?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/116036130089025264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=116036130089025264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036130089025264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/116036130089025264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/10/so-jos-de-rei-repblica-e-tiradentes.html' title='São José de Rei: República e Tiradentes'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-115621862334014459</id><published>2006-08-22T00:45:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T00:59:52.916-03:00</updated><title type='text'>Pelo Amor de Deus, não esquartejem o Tiradentes outra vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6408/3312/1600/Imagem%20020.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6408/3312/400/Imagem%20020.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o Tiradentes foi executado e teve o seu corpo esquartejado para ser distribuído em Minas, nos locais em que ele fazia a sua pregação revolucionária, nenhuma das partes foi colocada nas Vilas de São José del Rei e de São José (atual Tiradentes) ambas situadas na região onde Joaquim José nasceu.&lt;br /&gt;Se, naquela ocasião, as duas Vilas foram poupadas da contemplação macabra, hoje alguns oportunistas ensaiam a encenação de um espetáculo entristecedor nas duas cidades: disputam a naturalidade do Tiradentes, reivindicando primazias nas comemorações do bi-centenário da morte do Alferes Joaquim José.&lt;br /&gt;Que isso ocorra no âmbito do estudo da história local é perfeitamente compreensível. Ir além é expor-se a um jornalismo sensacionalista que poder levar ao ridículo o esforço edificante daqueles que, nas duas cidades, se empenham, atualmente, em construir um programa comemorativo à altura do evento de 21 de abril.&lt;br /&gt;Afinal, o Tiradentes é tão mineiro nascido em São João quanto em São José. E, há muito, ele não pertence mais só a Minas Gerais. É um patrimônio cívico da nação brasileira. Pertence a todos que, neste momento, querem reverenciá-lo realmente. E não àqueles que pretendem utiliza-lo como objetivo de promoção desta ou daquela cidade.&lt;br /&gt;A tradição de festeja o 21 de abril em Tiradentes, remonta ao tempo em que a cidade ainda se chamava São José. Em 1881, um tiradentino republicano fundou, no Rio de Janeiro, o Clube Tiradentes que incluiu, entre outras finalidades, o compromisso de “comemorar todos os anos o dia 21 de abril”. O Presidente do Clube Tiradentes, Timóteo Antunes, terá estimulado, desde então, em sua terra natal, o gosto por essa comemoração.&lt;br /&gt;No ano da proclamação da República a cidade de São José passou a se chamar Tiradentes por iniciativa da liderança republicana. Daí em diante não mais descuidou de celebrar a data de 21 de abril. Em 1892, os tiradentinos criaram a Sociedade Comemorativa do Centenário de Tiradentes, que erigiu o primeiro monumento à memória do Alferes, na Comarca do Rio das Mortes.&lt;br /&gt;Os festejos do 1º Centenário, em 1892, na cidade de Tiradentes, culminaram com a celebração de uma Missa de Réquiem na Matriz, contrapartida ao Te-Deum que, um século antes, as autoridades portuguesas mandaram celebrar em regozijo pelo fracasso do movimento inconfidente.&lt;br /&gt;Os moradores de São João del Rei identificam-se de tal forma com a iniciativa dos tiradentinos, nas festividades do 1º Centenário, que constava do programa publicado: “haverá trens extraordinários da Estrada de Ferro Oeste de Minas, da cidade de São João del Rei para a de Tiradentes”, de maneira a permitir que sanjoanenses e tiradentinos confraternizassem no dia do herói maior das duas cidades. Um exemplo de ontem a ser lembrado nos dias de hoje, pelos que se preocupam em dividir as duas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;                                                                                                                                                                           Sócio falecido Yves Alves&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-115621862334014459?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/115621862334014459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=115621862334014459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/115621862334014459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/115621862334014459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/08/pelo-amor-de-deus-no-esquartejem-o.html' title='Pelo Amor de Deus, não esquartejem o Tiradentes outra vez'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-115345389656787917</id><published>2006-07-21T00:46:00.000-03:00</published><updated>2006-07-30T23:43:06.740-03:00</updated><title type='text'>D. Pedro Regressa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6408/3312/1600/Imagem%20076.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6408/3312/400/Imagem%20076.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No último dia 25 de maio regressou a cidade o retrato do Imperador D. Pedro II, que fica exposto no Museu Padre Toledo. A peça de arte pertence a prefeitura municipal está cedida a Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade, responsável pelo Museu desde &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:metricconverter productid="1971. A" st="on"&gt;1971. A&lt;/st1:metricconverter&gt; tela e sua moldura foram submetidos a restauração no CECOR (Centro de Conservação e Restauração de Bens Móveis) da UFMG. A restauração foi realizada durante o curso de especialização em restauração, fazendo parte do trabalho didático desenvolvido por aquela instituição. Ao fim do serviço, o aluno que trabalha na peça apresenta uma monografia, com prova final do curso, que é avaliado por uma banca de docentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Retrato&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um costume vindo dos tempos antigos, ainda hoje mantido é a colocação do retrato do governante nos salões principais dos prédios públicos. Em sessão de 15 de maio de &lt;st1:metricconverter productid="1839 a" st="on"&gt;1839 a&lt;/st1:metricconverter&gt; Câmara de São José del Rei mandou pagar ao Alferes José Moreira Coelho o que este gastou em mandar executar um retrato do Imperador Pedro II, que naquele ano ainda não tinha completado 15 anos e não tinha sido coroado. O retrato seria colocado na sala de sessões. Era procurador da instituição na época Carlos José de Assis, depois comendador. O senhor Coelho encomendou ao pintor acadêmico Manoel de Araújo Porto Alegre, discípulo de Debret e presidente da Imperial Academia de Belas Artes. A obra que custou 150$000 (Cento e Cinqüenta Mil Reis), as despesas ainda incluiu um caixão que veio o mesmo, no valor de 2$000 e condução do Rio a São José 2$600.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O retrato substituiu o do primeiro Imperador, pintado anos antes por Manoel Vitor de Jesus. O curioso é que a Câmara resolveu utilizar uma moldura que pertenceu ao retrato de D. José I (1755-1777) para colocar o novo retrato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Trata-se de uma magnífica moldura verde e dourada em estilo rococó com largas talhas em concheados a toda a volta, feita em cedro, datável por volta de 1770.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta importante peça de arte e antiguidade, é talvez, junto com o tinteiro de prata as únicas peças remanescentes do antigo senado da câmara e por isto propusemos no Conselho Municipal de Patrimônio, o seu tombamento em nível municipal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olinto Rodrigues dos Santos Filho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-115345389656787917?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/115345389656787917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=115345389656787917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/115345389656787917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/115345389656787917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/07/d-pedro-regressa.html' title='D. Pedro Regressa'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30818156.post-115317879951629259</id><published>2006-07-17T20:21:00.000-03:00</published><updated>2006-07-19T19:11:07.226-03:00</updated><title type='text'>Um breve histórico sobre o IHGT</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6408/3312/1600/Imagem%20013.6.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6408/3312/400/Imagem%20013.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Instituto Histórico e Geográfico da cidade de Tiradentes foi criado em 19 de janeiro de 1977, sendo Prefeito Municipal o Dr. Josafá Pereira Filho, que o fez nos decreto municipal nº200, tendo sido posteriormente tornado-se entidade autônoma, com a aprovação dos estatutos sociais. A criação do IHGT, teve parecer favorável do Conselho Federal de Cultura em 16 de setembro de 1976 (parecer 2.230). Foi declarado de utilidade pública municipal por lei nº374 de 15/12/1977 e estadual através da lei nº11. 764 de 17/01/1993. Tem como objetivo estudar a história local, proteger o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, arqueológico, geográfico e cultural da região do Rio das Mortes. Nos quase 30 anos de atividades, mantém reunião ordinária mensal no 3º domingo de cada mês e sessões solenes anualmente em 19 de janeiro e 21 de abril. Promove concursos histórico-literários, exposições de arte e documentos, seminários sobre história local, além do regate dos acervos documentais ligadas a história local. Funciona em sala do “Sobrado Ramalho”, imóvel pertencente ao IPHAN, cedida para tal fim, possui uma pequena biblioteca, arquivo da coletoria estadual (1890-19720, arquivo de fotografias. Obras de arte como o quadro representando a Justiça, Deusa Astréia de Manoel Victor de Jesus, datada de 1824, Cabeça de Tiradentes de Alberto Delpino, datada de 1894, um oratório com crucifixo, provenientes da sala de júri do fórum de Tiradentes. A mesa de reuniões também provem do antigo Fórum e data de 1890. O IHGT tem 27 cadeiras de sócios efetivos, 50 de correspondentes e 20 de honorários.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olinto Rodrigues dos Santos Filho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30818156-115317879951629259?l=ihgt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ihgt.blogspot.com/feeds/115317879951629259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30818156&amp;postID=115317879951629259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/115317879951629259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30818156/posts/default/115317879951629259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ihgt.blogspot.com/2006/07/um-breve-histrico-sobre-o-ihgt.html' title='Um breve histórico sobre o IHGT'/><author><name>IHGT</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00656457696233536032</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4597/3312/1600/Tiradentes%20021.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
